Chance de chapa com Alckmin é quase nula e Lula busca 'acordo de convivência' pós-Bolsonaro, diz Thomas Traumann
De acordo com o jornalista e ex-ministro da Comunicação, construir pontes com os tucanos tradicionais é uma tentativa de Lula de acertar um acordo que risca no chão uma diferença com Bolsonaro sobre o sistema político
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247 - O jornalista Thomas Traumann, ex-ministro de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff, avaliou como quase nulas as chances do ex-governador Geraldo Alckmin se tornar candidato a vice-presidente numa chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta sexta-feira (12), Alckmin se manifestou sobre as especulações. O tucano que está de saída do PSDB afirmou que se sentir "honrado" em ser cogitado e disse que "a boa política precisa ser feita com quem tem apreço pela democracia".
Para Thomas Traumann, Lula conversou com Alckmin, bem como conversou com outros nomes de diferentes correntes políticas. "Lula não está em busca de votos dos antigos adversários e ex-aliados. Está à procura de um acordo de convivência", afirmou Traumann em artigo no site Poder 360.
"A candidatura Lula tem 3 desafios: ter mais votos que os adversários em outubro de 2022, conseguir tomar posse sem sobressaltos em janeiro de 2023 e ter um mínimo de governabilidade. A olhos de hoje, vencer a eleição é a parte mais simples. Será preciso um consenso dos políticos, do STF e das Forças Armadas para que Lula tome posse –um sintoma de como a democracia brasileira passa mal", avaliou o jornalista.
De acordo com Traumann, construir pontes com os tucanos tradicionais é uma tentativa de Lula de acertar um acordo que risca no chão uma diferença com Bolsonaro sobre o sistema político. "Se Lula vencer em 2022, os partidos sabem que haverá uma eleição em 2026. Se Bolsonaro for reeleito, não há essa certeza", destacou.
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