Chamado de "burro", Pontes diz que Guedes está em "momento difícil e deve estar meio confuso"
"Ele está em um momento difícil e deve estar meio confuso para expressar suas ideias. Não seria a primeira vez que ele foi mal interpretado em suas falas", disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, após ter sido xingado pelo ministro da Economia, Paulo Guede
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247 - O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que foi chamado de “burro" pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma reunião ministerial, divulgou nota afirmando que esta foi a primeira vez que foi chamado de algo do gênero e que o colega “está em um momento difícil e deve estar meio confuso para expressar suas ideias”.
"Sobre as falas do PG [Paulo Guedes], não tem muito o que comentar. A parte engraçada é que já fui chamado de muita coisa, mas de burro é a primeira vez", disse Pontes na nota enviada à coluna Painel, da Folha de S. Paulo. "Ele está em um momento difícil e deve estar meio confuso para expressar suas ideias. Não seria a primeira vez que ele foi mal interpretado em suas falas", destacou Pontes em um outro trecho do texto.
Ainda segundo o ministro, Guedes não teria entendido como funciona a execução no MCTI, "que todo ano é superior a 99%", ou sobre a governança do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ou sobre a importância de ter recursos disponíveis para a realização de testes clínicos das vacinas nacionais assim que liberadas pela Anvisa, entre outros pontos. Ele também ressaltou que a prioridade atual é a reposição dos R$ 600 milhões retirados da pasta pelo Projeto de Lei do Congresso 16/2021.
Leia a íntegra da nota de Marcos Pontes sobre o assunto.
Sobre as falas do PG, não tem muito o que comentar. A parte engraçada é que já fui chamado de muita coisa, mas de burro é a primeira vez.
Mas não tem qualquer problema. Eu não me preocupo com esse tipo de coisa há algumas décadas. Como diria meu saudoso professor de Química do ITA, Dr. Carl Weis: "Isso não me comove…" (Os iteanos mais antigos vão se lembrar),
Lembre-se que astronautas e pilotos de combate são profissionais altamente treinados para trabalhar em equipe, mesmo em situações extremas de vida ou morte. Para uma equipe ser eficiente, é necessário, entre outras coisas, compreensão, respeito mútuo e confiança entre todos os membros.
Às vezes, voando em formação, um piloto comete um erro e "dá uma asada" para cima de você. Você desvia, corrige e continua o voo para cumprir a missão da equipe. Todas as pessoas cometem erros, faz parte da natureza humana. Uma boa equipe sabe como absorver isso e compensar.
Portanto, é óbvio que continuo a ter o mesmo respeito pessoal pelo PG, sem qualquer alteração, assim como tenho com qualquer outro ministro, parlamentar, e todos aqueles que trabalham com sinceridade e honestidade em prol do Brasil. Quem me conhece já deve ter notado isso.
Além disso, é importante dar um desconto para o Paulo. Ele está em um momento difícil e deve estar meio confuso para expressar suas ideias. Não seria a primeira vez que ele foi mal interpretado em suas falas.
Certamente ele não deve ter tido tempo para entender sobre a nossa execução no MCTI (que todo ano é superior a 99%), ou sobre como funciona a governança do FNDCT, a importância estratégica para o Brasil de ter recursos prontos para os testes clínicos das vacinas nacionais assim que liberadas pela Anvisa, e principalmente sobre a diferença entre recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis.
O importante neste momento não são essas discussões de narrativas. Isso não leva a nada.
Como engenheiro, gestor e piloto de combate, trabalho com ciência, dados, fatos e resultados práticos (veja a parte de entregas do website do MCTI para ver o que já foi feito, mesmo com as restrições de orçamento). O que é importante para a Ciência e Tecnologia do Brasil neste momento, de forma pragmática, é a liberação urgente do PLN com a reposição dos valores transferidos do PLN16.
E isso é algo que não depende de mim, infelizmente. Como é sabido, no MCTI não temos o poder de decidir sobre os orçamentos do governo. Fizemos a nossa parte, com todos os documentos de solicitações e justificativas formais necessários através do sistema público previsto durante as últimas semanas. Também solicitamos reuniões técnicas para discutir o problema. Agora aguardamos as respostas, decisões e a liberação.
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