Centrão só abandonará Bolsonaro quando sentir o peso das ruas, diz o professor José María Gómez

"O Centrão só vai abandonar o osso quando perceber que a coisa já está cozida. E até lá ele vai aproveitar o máximo que puder, como, aliás, está aproveitando", avaliou o cientista político, escritor e professor argentino José María Gómez, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos

Jair Bolsonaro, José María Gómez e Arthur Lira
Jair Bolsonaro, José María Gómez e Arthur Lira (Foto: Marcos Corrêa/PR | Reprodução)


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247 - O cientista político, escritor e professor argentino José María Gómez, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, defendeu o impeachment de Jair Bolsonaro: "estamos em uma situação em que o impeachment tem que ser um imperativo, dado que isso não vai parar e vai corroendo todos os mecanismos de controle".

Para viabilizar o impeachment, destaca o professor, é necessário aumentar ainda mais a mobilização popular nas ruas. Esta é, segundo ele, a única linguagem que o chamado Centrão, base do governo Bolsonaro no Congresso Nacional, entende. "O Centrão só vai abandonar o osso quando perceber que a coisa já está cozida. E até lá ele vai aproveitar o máximo que puder, como, aliás, está aproveitando".

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"Não podemos esquecer que eles [o Centrão] têm esse pragmatismo que lhes permite atravessar as décadas e estar sempre em qualquer coalizão. Porém, acontece que Bolsonaro não é qualquer um, é um projeto antidemocrático explícito. Isso é uma questão que coloca tudo em risco, pois é um projeto de destruição, não de construção, não se tem um projeto de país. Esse é um projeto destrutivo e é a sua primeira missão", disse também.

A eleição de 2022, para Gómez, será decisiva no Brasil. "Se [Bolsonaro] ganhar a eleição, vai ser uma situação extremamente grave porque, como aconteceu em outros países – a Hungria é um exemplo claro –, com um componente mais grave aqui porque há a questão militar, ninguém mais vai pará-lo. Se não ganhar – olhando um pouco o que aconteceu no assalto ao Capitólio, nos Estados Unidos –, ele já anunciou que obviamente não vai aceitar perder e aí, sim, todos os mecanismos que ele tem serão mobilizados".

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