Centrais sindicais mantêm calendário de luta, mas entram em alerta por coronavírus

Sindicalistas marcaram uma nova reunião para segunda-feira (16) para discutir crises sanitária e econômica em curso no país e para tomar as decisões necessárias

(Foto: CUT)


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247 - As centrais sindicais e entidades do movimento social decidiram cancelar alguns atos programados para o próximo dia 18, devido ao surto de coronavírus. Greves e paralisações previstas para a data, no entanto, estão mantidas.

“Estamos em estado permanente de avaliação e diariamente vamos sentar e conversar sobre a evolução do quadro e tomar as medidas que forem necessárias. O momento é de gravidade, estamos muito preocupados com os impactos econômicos e sociais dessa pandemia”, ressaltou o presidente da CUT, Sergio Nobre..

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As entidades exigem que o Congresso Nacional suspenda a tramitação de pautas que retiram direitos da classe trabalhadora, como a Medida Provisória (MP) 905, do Contrato Verde e Amarelo e decisões do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) que desmontam áreas como a saúde e a educação.

“Esse momento demanda do Estado brasileiro, em seus três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), a compreensão de sua excepcionalidade e a importância da ampla concentração das ações em medidas emergenciais para o enfrentamento da crise”, diz trecho do documento assinado pela CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CGTB, CSP, Conlutas e Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

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"Acreditamos que esse é um momento de responsabilidade com a saúde do povo brasileiro e, por isso, em conjunto com outros movimentos definimos pelo adiamento dos atos de rua do dia 18, evitando o fomento de grandes aglomerações conforme orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde] e Ministério da Saúde, mas mantendo as greves e paralisações", diz a UNE em nota.

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