Celso Amorim: ‘saída de Azevedo e Silva e Pujol mostra propósito de Bolsonaro de ter o Exército na mão'

"A saída já concretizada do general Fernando, que pode estar ligada a uma saída quase certa de general Pujol, mostra um propósito muito determinado de ter um Exército na mão. Não talvez para dar um golpe, mas talvez para não impedir ações", disse o ex-ministro Celso Amorim

(Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)


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Luísa Fragão, Revista Fórum - O diplomata, ex-ministro da Defesa e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em entrevista ao Fórum Onze e Meia nesta terça-feira (30) que a saída do general Fernando Azevedo e Silva da Defesa e de Edson Leal Pujol do comando do Exército mostra o interesse do presidente Jair Bolsonaro de ter a instituição “na mão”.

“A saída já concretizada do general Fernando, que pode estar ligada a uma saída quase certa de general Pujol, mostra um propósito muito determinado de ter um Exército na mão. Não talvez para dar um golpe, mas talvez para não impedir ações”, afirmou Amorim.

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“Tipo uma invasão do Congresso pela milícia, tipo Capitólio. O próprio presidente Bolsonaro disse que isso poderia acontecer aqui. É talvez para não agir. Os golpes hoje em dia são um pouco diferentes”, completou o chanceler, que prevê uma possível “agitação das milícias e das polícias”.

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