Celso Amorim: Forças Armadas deveriam sair do governo Bolsonaro

“É lamentável para a instituição, como instituição, essa contaminação política”, afirma o ex-ministro da Defesa

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


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247 - O ex-ministro da Defesa Celso Amorim, em entrevista ao Tutaméia publicada nesta quinta-feira (21), afirma que os militares que ocupam cargos no governo Jair Bolsonaro, e que junto consigo levam a imagem das Forças Armadas, deveriam deixar seus postos.

Ele lamenta a participação da instituição em um governo submisso como o atual. “As pessoas [do comando das Forças Armadas] com que eu convivi, quando ministro da Defesa, eram pessoas sensatas. Eram pessoas respeitosas da lei, pessoas que se interessavam pela defesa do país –estávamos debatendo acordos militares com a China e com a Rússia. Fico muito espantado com essa visão diminuída do Brasil, do ponto de vista estratégico, de ser um quintal dos Estados Unidos, e todos esses desmandos na área governamental –na área de educação, na área ambiental, nas relações governamentais, em todos esses lugares é um desastre sem tamanho. Conheci pessoas muito sérias nas Forças Armadas. Mas vejo que elas estão muito afetadas. Acho que todas essas coisas são lamentáveis em todos os aspectos. A minha opinião é que as Forças Armadas deveriam sair".

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Amorim lembra que há um general no comando da Casa Civil, o ministro Braga Netto, um general da ativa no Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, e a presença de milhares de militares em cargos federais. “É lamentável para a instituição, como instituição, essa contaminação política”. O ex-ministro, porém, pontua que o apoio a Bolsonaro não é unanimidade dentro da instituição.

Para Amorim, a declaração de Bolsonaro de que são as Forças Armadas que definem se o país vive, ou não, sob a democracia “denota uma preocupação com a possibilidade do impeachment. No fundo é isso. Então, ele é preventivo, do ponto de vista dele. Não foram as Forças Armadas que disseram; quem disse foi o presidente".

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