Carrefour deve pagar R$ 120 milhões por morte de Beto Freitas
João Alberto Silveira Freitas foi morto após ser espancado em uma das lojas da rede, em novembro do ano passado
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247 - O Carrefour deve assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para finalizar o pagamento das indenizações pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, o Beto, morto na noite de 19 de novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil, após ser espancado por dois seguranças do hipermercado Carrefour localizado na zona norte de Porto Alegre.
Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, a assinatura do TAC estava agendada para quarta-feira (09). O acordo inicialmente previa o pagamento de uma indenização de R$ 120 milhões para associações ligadas à causa negra e combate ao racismo.
No dia 27 de maio, a rede francesa de supermercados assinou o acordo de indenização para Milena Borges Alves, a mulher de Beto, que o acompanhava no dia do assassinato. O acordo foi o nono fechado entre o Carrefour e familiares de Beto.
A morte de Beto, homem negro de 40 anos que foi espancado até a morte em uma das unidades da rede, foi filmada e divulgada nas redes sociais, causando revolta e acusações de racismo contra os seguranças Magno Braz Borges e Giovane Gaspar. Além deles, também estava envolvida no crime, segundo a polícia, a fiscal do Carrefour Adriana Alves Dutra.
Atualmente apenas os dois seguranças continuam presos em regime fechado, enquanto Adriana está em prisão domiciliar. O MP-RS quer que todos sejam presos.
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