Carlos Bolsonaro faz primeira postagem após assassinato por bolsonarista e lembra suposta facada

Jair Bolsonaro até o momento não comentou o assassinato praticado pelo seu apoiador

Carlos Bolsonaro e Jair Bolsonaro
Carlos Bolsonaro e Jair Bolsonaro (Foto: CMRJ | Reprodução)


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247 - O vereador Carlos Bolsonaro se manifestou na noite deste domigo (10) sobre o assassinato político do dirigente petista Marcelo Arruda pelo terrorista bolsonarista Jorge da Rocha Guaranho

O primeiro integrante doi Clã Bolsonaro a comentar o assassinato, Carlos Bolsonaro publicou de fotos da suposta facada em Jair Bolsonaro  durante as eleições de 2018. 

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"A imprensa e alinhados são desde sempre os maiores estimuladores para que estes sujeitos cometam barbaridades. As fakenews, as narrativas imbecis e a seletividade cristalina são metodicamente calculadas para um objetivo claro", escreveu Carlos Bolsonaro. 

Jair Bolsonaro até o momento não comentou o assassinato praticado pelo seu apoiador. 

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O terrorista Jorge Guaranho já se encontrou com o deputado Eduardo Bolsonaro. O registro foi resgatado pelo Jornalistas Livres. "Obrigado pelo apoio, @BolsonaroSP", escreveu Guaranho ao publicar foto ao lado do filho de Jair Bolsonaro. 

>>> 'É irreparável tudo o que está acontecendo', diz esposa de Marcelo Arruda, assassinado pelo fascismo bolsonarista

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Leia também matéria da Reuters sobre o assunto:

(Reuters) - O petista Marcelo Arruda, um guarda municipal, foi assassinado durante sua festa de aniversário em Foz de Iguaçu (PR) na noite de sábado por Jorge José da Rocha Guaranho, policial penal federal.

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Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do Paraná e testemunhas no local, Guaranho teria aparecido na festa --que tinha como tema o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acontecia na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi)-- apontando uma arma ao mesmo tempo que gritava insultos aos presentes e palavras a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato à reeleição.

Guaranho teria deixado o local a pedidos de sua mulher, que estava em seu carro nesse primeiro momento, mas depois retornou disparando contra Arruda, que a essa altura estaria com sua arma funcional e reagiu atingindo Guaranho.

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"Nós estávamos na festa, que era temática do PT, isso por volta das 11h e meia (23h e meia) mais ou menos, 11h, apareceu um cara que nem era convidado, que ninguém conhece, veio com o carro até a frente e começou a gritar de dentro do carro 'É Bolsonaro... seus desgraçados, é mito', começou a gritar coisa do Bolsonaro, de dentro do carro", relatou Aluízio Palmar.

Segundo Palmar, Guaranho deixou o local após pedidos da mulher, mas retornou cerca de 15 ou 20 minutos depois.

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"O cara voltou e quando ele chegou apontou a arma pro Marcelo e o Marcelo falou 'para, polícia!', disse Palmar, acrescentando que depois disso Guaranho disparou contra Arruda, que ainda conseguiu acertar o policial penal federal.

Segundo nota da Polícia Civil do Paraná, divulgada na mídia, "a Delegacia de Homicídios está apurando o caso para maiores esclarecimentos da motivação do crime".

Também em nota, o PT lamentou a morte de Arruda, que foi candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu em 2020, e a violência política.

"Mais um querido companheiro se foi nessa madrugada, vítima da intolerância, do ódio e da violência política", afirmam na nota a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o coordenador nacional do setorial de Segurança Pública do PT, Abdael Ambruster.

"Embalados por um discurso de ódio e perigosamente armados pela política oficial do atual presidente da República, que estimula cotidianamente o enfrentamento, o conflito, o ataque a adversários, quaisquer pessoas ensandecidas por esse projeto de morte e destruição vêm se transformando em agressores ou assassinos", acrescenta a nota.

"Cobramos das autoridades de segurança pública medidas efetivas de prevenção e combate à violência política, e alertamos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para que coíbam firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta fora dos marcos da democracia e da civilidade."

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