Cardozo: decisão de Fachin "recompõe situação de injustiça" e traz "nova dimensão política para o Brasil"

Ex-ministro da Justiça afirma que o ex-presidente Lula tem um "papel importantíssimo” e, "seja ele candidato ou não, irá lutar pela democracia no Brasil", contra o “descalabro” que não acredita na ciência e no ser humano

José Eduardo Cardozo
José Eduardo Cardozo (Foto: Casa de América)


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247 - O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT), advogado-geral da União durante o impeachment de Dilma Rousseff, afirmou, em entrevista à CNN, nesta quarta-feira, 10, que a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações contra Lula na Lava Jato “recompõe as coisas em seus devidos lugares, recompõe uma situação de injustiça e de uma incorreção jurídica”.

Segundo o advogado, a decisão de Fachin coloca uma “nova dimensão política para o Brasil”. O papel de Lula, seja ele candidato ou não, será lutar pela democracia no Brasil, contra o “descalabro” que não acredita na ciência e no ser humano, destacou o advogado.

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“Lula é um dos grandes líderes da nossa história, até pessoas que não concordam com ele são obrigadas a convir com isso”, destacou. “Ele tem um papel importantíssimo, quer se queira, quer não se queira”, disse.

Ele destacou que Lula obteve de volta seus direitos políticos, mas que o “correto” seria o ex-presidente ter podido participar das eleições de 2018. Agora, o Lula será fundamental no “enfrentamento contra a barbárie”, disse Cardozo.

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Críticas a Bolsonaro

O ex-ministro da Justiça também criticou a política de Jair Bolsonaro em relação à pandemia, que ele chamou de “descalabro” diante das mais de duas mil mortes por dia registradas nesta quarta. Segundo o advogado, isso ocorre “por força de uma ação de desgoverno e de negacionismo”.

“Quem esconde debaixo da cadeira o problema, não o resolverá. O governo deveria ter a coragem de dizer ‘está acontecendo isso e vamos enfrentar’”, disse. 

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“Bolsonaro caracteriza um processo em que o Brasil negou o Estado de Direito e negou a saúde pública. Ele é o exemplo maior de um período que o Brasil precisa eliminar. Ele é uma página que tem que ser virada”, concluiu Cardozo.

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