Caminhoneiros mantêm bloqueios em pelo menos cinco estados

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, as unidades federativas ainda com estradas bloqueadas por caminhoneiros bolsonaristas estão espalhadas pelas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul

Caminhoneiros realizam ato na Bahia
Caminhoneiros realizam ato na Bahia (Foto: Arquivo Pessoal)


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247 - Os bloqueios feitos por caminhoneiros bolsonaristas ou de pessoas ligadas ao agronegócio nas estradas brasileiras caiu para cinco estados. As paralisações atingiram ao menos 15 estados na manhã desta quinta-feira (9). Os bloqueios continuam em cinco estados - Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina -, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Infraestrutura. 

Os atos dos caminhoneiros aconteceu um dia após apoiadores de Jair Bolsonaro irem às ruas, na terça-feira (7), defender pautas antidemocráticas, como a defesa de uma intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF). Os caminhoneiros participantes dos bloqueios não têm apoio formal de entidades da categoria. 

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Ainda pela manhã, a Polícia Rodoviária Federal liberou corredores logísticos considerados essenciais para o escoamento de cargas, como BR-116 e BR-040 no Rio de Janeiro, BR-040 em Minas Gerais, BR-101 no Espírito Santo, BR-376 no Paraná e BR-153 em Goiás.

Supremo se manifesta

Uma das bandeiras de bolsonaristas é a intervenção no STF estimulada por Jair Bolsonaro. O Supremo reforçou nessa quarta-feira (8) a segurança contra eventuais tentativas de invasão. O esquema de vigilância máxima acontecerá até o final de semana. 

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Também nesta quarta, o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, criticou Bolsonaro e disse que uma das estratégias "do autoritarismo é criar ambiente de mentiras". 

"O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: 'conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará'", disse o magistrado em sessão virtual do TSE. 

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Repercussão no exterior

Jornais de fora do país repercutiram os atos golpistas de 7 de setembro. O inglês Financial Times reforçou que a "popularidade de Bolsonaro está diminuindo drasticamente, já que sua retórica antidemocrática tem assustado muitos apoiadores de outrora, especialmente aqueles na comunidade empresarial".

Segundo a revista britânica The Economist, Jair Bolsonaro é "um fã da ditadura militar que esteve no poder de 1964 a 1985". A publicação diz que ele quer "manter seu grupo de fãs barulhento, mas cada vez menor, agitado até a eleição presidencial prevista para 2022".

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O Diário de Notícias, de Portugal, publicou uma matéria intitulada "Trovão, mentiras e vídeo". O texto conta da confusão sobre a autenticidade do áudio de Bolsonaro desmobilizando a greve, as ameaças de Zé Trovão e a repercussão negativa dos atos golpistas. 

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