Brasil vive 'catástrofe humanitária' por falha na resposta à Covid-19, diz ONG Médicos Sem Fronteiras

Presidente internacional da MSF, Christos Christou, destaca que as autoridades desdenharam do avanço da pandemia e que a "falha na resposta à Covid-19 conduz o Brasil à catástrofe humanitária"

(Foto: Reuters | Reprodução)


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Sputnik - A organização Médicos Sem Fronteira (MSF) divulgou um comunicado nesta quinta-feira (15) com um apelo para que o Brasil tome medidas a nível nacional para prevenir mortes evitáveis pela COVID-19, reconhecendo a gravidade da crise sanitária.

De acordo com o presidente internacional da MSF, o médico Christos Christou, as autoridades brasileiras desdenharam do disseminação descontrolada da COVID-19 durante o ano passado. Para o médico, a recusa do Brasil em adotar medidas de saúde pública baseadas em evidências fez com que "muitos morressem prematuramente".

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"A resposta no Brasil precisa de uma redefinição urgente, com base na ciência e bem coordenada para evitar mais mortes evitáveis e a destruição do outrora prestigioso sistema de saúde brasileiro", afirmou Christou no comunicado.

Segundo o presidente internacional da organização, a "falha na resposta à COVID-19 conduz o Brasil à catástrofe humanitária".

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​Entre as críticas ao governo brasileiro no combate à pandemia, a MSF citou a propagação de desinformação sobre medidas de prevenção, como distanciamento e uso de máscaras, e a defesa de medicamentos sem comprovação de eficácia contra o coronavírus, como cloroquina e ivermectina.

"As medidas de saúde pública se tornaram um campo de batalha político no Brasil. Como resultado, as políticas baseadas na ciência estão associadas a opiniões políticas, em vez da necessidade de proteger os indivíduos e suas comunidades da covid-19", completou Christou.

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O comunicado da MSF lembra também que, na semana passada, 11% do total de novos casos e 26,2% das mortes por COVID-19 em todo o mundo ocorreram no Brasil.

Para a organização, os números de óbitos e novas infecções no país são "cifras estarrecedoras", que representam "um indicativo claro da falta de habilidade das autoridades em lidar com a crise humanitária e de saúde que atinge o país e do seu fracasso em proteger os brasileiros, especialmente os mais vulneráveis, do vírus".

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