Boulos: desespero de Bolsonaro reflete a alta rejeição nas pesquisas
"Bolsonaro caiu de 55% a 30% em pouco mais de 1 ano. Hoje são minoria. Por isso o desespero dele e do Bananinha", disse o líder do MTST, Guilherme Boulos, no Twitter
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247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, destacou no Twitter a falta de popularidade de Jair Bolsonaro, que ainda não colocou em prática uma agenda pela geração de empregos, pelos direitos trabalhistas e sociais, além de violar recomendações de autoridades de saúde na pandemia do coronavírus, colocando em risco uma parte dos eleitores.
"Bolsonaro caiu de 55% a 30% em pouco mais de 1 ano. Hoje são minoria. Por isso o desespero dele e do Bananinha", disse o ativista no Twitter.
Na pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (28), Bolsonaro atingiu a sua pior avaliação, pois o levantamento apontou que 43% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo, mas ele mantém a base de aprovação continua estável, com 33%.
Ao assumir o governo, Bolsonaro deu continuidade ao entreguismo econômico do governo Michel Temer e ao congelamento de investimentos públicos, uma agenda que ainda não deu ao povo a segurança jurídica e financeira para consumir e, por consequência, retomar o crescimento econômico. PIB cresceu apenas 1% em 2019, de acordo com dados oficiais.
Nesta pandemia do coronavírus, que deixa o Brasil em segundo lugar no ranking mundial de confirmações (469,5 mil), Bolsonaro violou recomendações da Organização Mundial de Saúde ao estimular aglomerações na rua. Neste sábado (30), por exemplo, ele fez um voo de helicóptero até Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, foi a uma lanchonete. Também classificou a Covid-19 como uma "gripezinha", em março, e perguntou "e daí?", quando, em abril o País atingiu a marca dos 5 mil mortos pela Covid-19.
De acordo com a plataforma Worldometers, que disponibiliza dados sobre a doença em nível global, o Brasil tem o quinto maior número de mortes (28 mil) provocadas pelo coronavírus, atrás dos Estados Unidos (1,7 milhão), do Reino Unido (38,3 mil), da Itália (33,3 mil) e da França (38,7 mil).
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