Bolsonaro vai à Cúpula do Clima de pires na mão, mas tem R$ 2,9 bi doados por Alemanha e Noruega contra desmatamento parados

Jair Bolsonaro terá de encarar a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que não sabem qual será o destino dos R$ 2,9 bilhões repassados ao Brasil para implementar projetos de contenção do desmatamento e que estão paralisados

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: ALAN SANTOS/PR | ABr)


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247 - O Brasil chega nesta quinta-feira (22) à Cúpula do Clima com R$ 2,9 bilhões doados por Noruega e Alemanha, no âmbito do programa Fundo Amazônia, mas o dinheiro está parado desde a posse de Jair Bolsonaro em uma conta bancária do governo federal. Nesta quinta, Jair Bolsonaro terá de encarar a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que não sabem qual será o destino da verba repassada ao governo brasileiro.

Em junho de 2019, o governo Bolsonaro dissolveu o Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) e o Comitê Técnico do Fundo Amazônia (CTFA), que faziam o fundo acontecer. À época, a Noruega declarou que, "dada a conjuntura atual", o país não tinha "fundamento jurídico e técnico" para realizar a contribuição anual do Fundo Amazônia.

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Desde o começo do governo, Bolsonaro preferiu culpar índios e organizações não-governamentais pelo desmatamento. Mas o Brasil segue batendo recordes de devastação. Na segunda-feira (19), o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) divulgou que a floresta registrou o maior desmatamento para o mês de março nos últimos 10 anos. Foram 810 quilômetros quadrados destruídos no mês passado, um aumento de 216% em relação a março de 2020.

Sem projetos para a contenção do desmatamento acelerado no Brasil, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, resolveu culpar a Noruega pela paralisação dos quase R$ 3 bilhões. "O fundo está paralisado desde 2019 a pedido da Noruega, e não por decisão do Brasil", disse. O relato foi publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo

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Salles continuou responsabilizando o país europeu pela paralisação da cifra bilionária. "Eles não aceitaram o novo decreto e mandaram uma carta proibindo o fundo de aprovar novos projetos", disse. 

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