Bolsonaro tenta enganar caminhoneiros ao atacar Petrobrás e manter dolarização do diesel, denuncia Pimenta
O deputado Paulo Pimenta lembrou que a principal causa do aumento do diesel e da gasolina é a política de dolarização dos preços e os lucros exorbitantes da Petrobrás
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247 - O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) denunciou Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (22) por tentar enganar a categoria dos caminhoneiros ao atacar a Petrobrás e não agir para reduzir os preços dos combustíveis.
Pimenta lembrou que a principal causa do aumento do diesel e da gasolina é a política de dolarização dos preços e os lucros exorbitantes da Petrobrás, práticas mantidas intocadas em três anos e meio de governo Bolsonaro. “O discurso de Bolsonaro supostamente em prol dos caminhoneiros é mais uma enganação de sua gestão”, disse o deputado petista.
Pimenta observou que, segundo dados elaborados pelo Dieese e Federação Única dos Petroleiros (FUP), no governo Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e 17 de junho de 2022, o diesel nas refinarias subiu 203%, a gasolina, 169,1% e o GLP 119,1%. Enquanto isso, o salário mínimo aumentou somente 21,4% no período.
Além da escalada do preço do diesel, prejudicando a categoria e toda a população brasileira, vários atos de Bolsonaro prejudicaram os caminhoneiros. Um dos retrocessos, segundo o deputado, é a omissão do governo militar sob comando do ex-capitão no tocante ao frete mínimo para a categoria. Pimenta observou que se houvesse vontade de garantir um frete justo aos transportadores, a Lei 14.206/21, que instituiu o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), teria sido regulamentada rapidamente.
“Através da regulamentação poderia ocorrer o impedimento da emissão do documento obrigatório de transporte que estiver em desacordo com a legislação vigente”, disse o petista. Ele ponderou que poderia haver, ao menos, delegação de competência de fiscalização à Polícia Rodoviária Federal, dando capilaridade às ações de fiscalização.
Pimenta disse que, independentemente da adoção de outras medidas visando à diminuição do valor dos combustíveis e alterações na política de preços da Petrobras, algumas ações poderiam, de imediato, melhorar efetivamente a situação dos caminhoneiros. Entretanto, o governo Bolsonaro vai no sentido oposto, prejudicando os caminhoneiros.
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