Bolsonaro sugere em discurso que sofre chantagem na nomeação de André Mendonça e diz nos bastidores que autor é Alcolumbre
Há um mês, em reunião com lideranças evangélicas, Bolsonaro afirmou que Alcolumbre queria nomear um aliado para um ministério e mais uma cota de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares para colocar o nome de André Mendonça na pauta da CCJ
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247 - Jair Bolsonaro afirmou em discurso que vem sofrendo chantagem no episódio da nomeação de André Mendonça para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. "Chegam recados: 'A gente resolve CPI, a gente resolve tudo. Me dê a vaga pro Supremo'", afirmou Bolsonaro na Feira Brasileira do Nióbio em Campinas nesta sexta-feira (9).
Bolsonaro não disse no discurso quem é o autor das chantagens. Mas, nos bastidores, vem dizendo aliados que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) vem fazendo exigências para liberar o caminho de Mendonça. Há um mês, em reunião com lideranças evangélicas, Bolsonaro afirmou que Alcolumbre queria nomear um aliado para um ministério e mais uma cota de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares. A informação foi publicada pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.
Bolsonaro enviou o nome de Mendonça para avaliação do Senado em julho, mas o senador do Amapá, a quem cabe pautar a sabatina de Mendonça na CCJ, ainda não marcou uma data.
'Terrivelmente evangélico'
Em 2019, Bolsonaro prometeu que indicaria ministro "terrivelmente evangélico" para o Supremo. Ele não cumpriu a promessa, quando indicou Kassio Nunes Marques para a Corte em outubro de 2020.
Já André Mendonça é pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, na capital federal e, com a sua indicação, Bolsonaro pretende não perder eleitores entre os evangélicos.
Pesquisa presencial do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), divulgada no dia 24 de junho, apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 41% dos votos entre as pessoas deste segmento religioso, contra 32% de Bolsonaro.
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