Bolsonaro se esquiva de questionamento sobre execução em 'câmara de gás' da PRF: 'vou me inteirar do caso'

Jair Bolsonaro disse não estar ciente dos detalhes do caso e usou a morte de dois agentes da PRF no Ceará para tentar justificar a violência

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução/Twitter)


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247 - Jair Bolsonaro (PL) tentou se esquivar dos questionamentos sobre a morte de Genivaldo Alves de Jesus, que morreu asfixiado após policiais rodoviários federais jogarem gás no interior da viatura em que ele se encontrava detido. A abordagem violenta aconteceu nesta quarta-feira (25), no município de Umbaúba (SE), e foi filmada em vídeo. Ao ser perguntado sobre o assunto, Bolsonaro disse que iria se "inteirar" do assunto e fez referência a um outro caso, ocorrido no Ceará, que resultou na morte de dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), como forma de tentar justificar a violência.

“Vou me inteirar com a PRF. Eu vi há pouco, há duas semanas, aqueles dois policiais executados por um marginal que estava andando lá no Ceará. Foram negociar com ele, o cara tomou a arma dele e matou os dois. Talvez isso, nesse caso, não tomei conhecimento, o que tinha na cabeça dele”, disse Bolsonaro, de acordo com o jornal O Globo.

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“Uma coisa é execução. A outra eu não sei o que aconteceu. A execução... ninguém admite ninguém executar ninguém. Mas não sei o que aconteceu para te dar uma resposta adequada”, completou em seguida. 

Genivaldo sofria de esquizofrenia e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ele morreu por asfixia e insuficiência respiratória. A vítima não resistiu após ser presa e foi colocada pelos policiais no porta-malas da viatura, que se transformou em uma espécie de “câmara de gás” improvisada após os policiais jogarem a gás em seu interior.

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Em nota, a PRF informou que abriu um procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. A Polícia Federal também abriu um inquérito para apurar o caso. 

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