Bolsonaro retira indicação de ex-chefe de gabinete de Ricardo Barros para comando da ANS

Atual diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na ANS, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho havia sido indicado por Jair Bolsonaro para ocupar o cargo de diretor-presidente da agência. Ele é ex-chefe de gabinete do deputado Ricardo Barros, um dos principais alvos da CPI

Atual diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na ANS, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, e o deputado Ricardo Barros
Atual diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na ANS, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, e o deputado Ricardo Barros (Foto: ANS | Michel Jesus/Câmara dos Deputados)


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247 - Jair Bolsonaro retirou nesta terça-feira (6) a indicação para que um ex-chefe de gabinete do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) assumisse a presidência da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS). Barros é um dos principais alvos da CPI da Covid e o Planalto indica que pretende afastar-se dele. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Atual diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na ANS, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho havia sido indicado por Bolsonaro para ocupar o cargo de diretor-presidente da agência em dezembro do ano passado. Além de Barros, Rebello é ligado a outros nomes do PP, como o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), e trabalhou com Gilberto Occhi nos Ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

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O nome de Ricardo Barros passou a preocupar o governo por causa do avanço das investigações da CPI da Covid. O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), que prestou depoimento à comissão, disse que o parlamentar do PP-PR foi o deputado citado por Bolsonaro e que estaria envolvido nas negociações para a importação da vacina indiana Covaxin

A compra do imunizante foi a única para a qual houve um intermediário e sem vínculo com a indústria de vacina, a empresa Precisa. O preço da compra foi 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela fabricante. Barros negou ter participado das negociações.

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