'Bolsonaro não vale um pequi roído': sociólogo vai ao STJ para trancar inquérito da PF contra ele após outdoor

Na petição protocolada no STJ, a defesa de Tiago Costa Rodrigues argumenta que ele exerceu seu direito constitucional de liberdade de expressão e de criticar as autoridades públicas

Sociólogo Tiago Costa Rodrigues está sendo investigado por dizer em outdoor que Jair Bolsonaro "não vale um pequi roído"
Sociólogo Tiago Costa Rodrigues está sendo investigado por dizer em outdoor que Jair Bolsonaro "não vale um pequi roído" (Foto: Reprodução)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O sociólogo Tiago Costa Rodrigues ingressou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de habeas corpus e trancamento do inquérito aberto pela Polícia Federal contra ele, por organizar a instalação de dois outdoors com críticas ao presidente Jair Bolsonaro em Palmas (TO). Em um deles, Bolsonaro é comparado a um "pequi roído".

Na petição protocolada no STJ, a defesa de Tiago Rodrigues argumenta que ele exerceu seu direito constitucional de liberdade de expressão e de criticar as autoridades públicas. "O que sugere que o Ministro de Estado da Justiça agiu de forma arbitrária e abusiva, passando do seu limite discricionário", afirma.

continua após o anúncio

A defesa de Tiago pediu que o STJ conceda o habeas corpus e determine o trancamento do inquérito da Polícia Federal.

Leia a petição na íntegra:

continua após o anúncio


Inscreva-se na TV 247, seja membro, e assista à participação de Tiago Rodrigues no Dia em 20 Minutos:

continua após o anúncio


Leia também matéria do Conjur sobre o assunto:

continua após o anúncio

O ministro da Justiça, André Mendonça, determinou a abertura de inquérito contra um professor e sociólogo de Palmas, capital do Tocantins, que organizou a instalação de dois outdoors com críticas ao presidente Jair Bolsonaro. O dono da empresa contratada para a instalação também é alvo da peça.

Tiago Costa Rodrigues, que também é secretário de formação política do  Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no estado, arrecadou R$ 2,3 mil em uma vaquinha online para providenciar o serviço. Os outdoors apresentavam as frases "Cabra à toa não vale um pequi roído. Palmas quer impeachment já!" e "Aí mente! Vaza, Bolsonaro, o Tocantins quer paz". 

continua após o anúncio

Em agosto do ano passado, um simpatizante de Bolsonaro apresentou queixa-crime que pedia a investigação do sociólogo e do empresário pela Lei de Segurança Nacional. A Polícia Federal iniciou as investigações, mas a Corregedoria Regional da PF e o Ministério Público Federal arquivaram o caso em outubro.

Comunicado da decisão, o ministro Mendonça, em dezembro, requisitou ao diretor-geral da PF a abertura do inquérito por crime contra a honra do presidente. Em janeiro, os homens prestaram depoimento à delegada da PF Aline Carvalho Miranda por videoconferência.

continua após o anúncio

Outras críticas de professores a Bolsonaro já causaram problemas no país. Uma docente da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também é alvo de investigação por um outdoor instalado em Recife que definia o presidente como "inimigo da educação e do povo". Além disso, professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, tiveram de assinar um acordo da Corregedoria-Geral da União em que se comprometiam a não repreender o chefe do Executivo.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247