Bolsonaro impõe sigilo de 5 anos a registros da viagem à Rússia
Viagem de Jair Bolsonaro ocorreu alguns dias antes da operação militar na Ucrânia
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247 - O governo colocou sob sigilo de cinco anos o acesso aos detalhes de documentos da visita de Jair Bolsonaro (PL) à Rússia, que ocorreu alguns dias antes da operação militar na Ucrânia, iniciada em fevereiro. O registro é referente ao material produzido pela Embaixada do Brasil em Moscou.
O Itamaraty informou ao PSOL, após Requerimento de Informação, que esses dados foram classificados como reservados, por "prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais".
O PSOL enviou 15 perguntas relativas à viagem, buscando saber se Bolsonaro discutiu com o presidente russo sobre as tensões da Rússia com a Otan. O partido também pediu detalhes sobre a agenda de Bolsonaro no país, questionou sobre a presença do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) na comitiva e se houve conversas com representantes de aplicativos como o Telegram.
O Ministério das Relações Exteriores detalhou os gastos com a comitiva, afirmando que as diárias custaram US$ 96.850,27, o aluguel de veículos US$ 125.328, e outros US$ 890 foram usados com cerimonial; enquanto as despesas com intérpretes custaram US$ 9.645 e material de de apoio, US$ 12.595. A hospedagem de Bolsonaro "foi integralmente custeada pelo Governo local".
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