Bolsonaro faz afago a radicais religiosos por medo da volta do Lula, diz Marcos Coimbra
Sociólogo Marcos Coimbra avaliou, durante participação na TV 247, que a liberação de cultos e missas presenciais pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF, é um aceno de Jair Bolsonaro aos setores religiosos mais radicais para assegurar uma base de apoio contra Lula na eleição presidencial de 2022
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247 - O sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, afirmou durante participação no programa Giro das 11 desta segunda-feira (5), exibido pela TV 247, que a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a realização de cultos e missas presenciais durante a pandemia, é um aceno de Jair Bolsonaro aos setores evangélicos e neopentecostais mais radicais para tentar assegurar uma base de apoio em uma eventual disputa presidencial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
“Estamos vendo isso. Um dos múltiplos efeitos da volta do Lula. A volta do Lula que empareda o bolsonarismo, que reduz o que deu a ele a vitória em 2018, que é a entrada no eleitorado popular por muitos caminhos. Entre outros, a porta aberta por lideranças ultraconservadoras do evangelismo neopentecostal”, disse Coimbra.
"A volta do Lula reduz drasticamente essa possibilidade do Bolsonaro estabelecer um diálogo, uma representação, da população pobre brasileira”, completou.
Ele também criticou os ataques feitos por lideranças evangélicas ligadas ao bolsonarismo contra o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que virou alvo das milícias digitais, após dizer que não acataria a decisão de Nunes Marques.
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