Bolsonaro entregou ao Centrão departamento da Funasa que fez licitação de poços com indícios de sobrepreço de R$ 131 milhões
Diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Funasa, Marlos Costa de Andrade, foi indicado para a vaga pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE)
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247 - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que entrou no radar da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) devido às suspeitas de sobrepreço em uma licitação de R$ 131 milhões para a construção e ligação de poços de água no Sertão nordestino, foi entregue por Jair Bolsonaro (PL) ao PSD, que integra o Centrão, bloco de partidos que dá sustentação ao atual governo.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a licitação sob suspeita foi elaborada pelo pelo Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) da Funasa. “O diretor Marlos Costa de Andrade foi indicado para a vaga pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), um aliado do governo. A maior parte do serviço contratado foi arrematada por uma empresa cearense, cujo sócio é aliado político e correligionário do parlamentar”, ressalta a reportagem.
Pouco após a nomeação de Marlos Costa, o Densp realizou o pregão de R$ 454 milhões que está sob suspeita da CGU e análise do Tribunal de Contas da União (TCU) com o objetivo de completar a instalação de 5.802 equipamentos nos estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais. A licitação foi vencida por três grupos.
“A principal empresa do consórcio é a Edmil Construções. Com outras duas firmas, ela arrematou o serviço em oito dos dez Estados contemplados. O dono, Edmilson Junior, é presidente do diretório do PSD em Quixeramobim e prefeito em exercício”, destaca o periódico.
A Edmil Construções recebeu R$ 54 milhões do governo federal, entre 2020 e 2022, R$ 54 milhões, principalmente por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e da Funasa.
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