“Bolsonaro é um instrumento dos militares, não o contrário”, afirma Jones Manoel

O professor e historiador disse em entrevista à TV 247 que Bolsonaro é apenas “uma culminância de uma estratégia de poder dos militares em que eles o usam como um líder carismático, a face pública de um projeto”. Assista

(Foto: Reprodução | Fernando Frazão/Agência Brasil)


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247 - Para o historiador e professor Jones Manoel, Jair Bolsonaro não possui tanto poder sobre as Forças Armadas como se presume. Desde o golpe de 2016, aponta, o protagonismo político das Forças Armadas vem crescendo de tal forma que Bolsonaro é para os militares apenas uma “forma de chegar ao poder”. 

Na entrevista à TV 247 em que analisou os eventos do início desta semana, Jones Manoel foi lembrado do artigo de Tereza Cruvinel em que a jornalista argumenta que os militares não apoiam os projetos golpistas de Bolsonaro. Nem mesmo “a nomeação de Braga Netto para o lugar de Azevedo e Silva e a troca dos comandantes mudará o fato de que o estamento militar ativo não está disposto a se meter em aventuras golpistas", escreveu Cruvinel.

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Para Jones, a análise deve levar em consideração o fato de que os militares vêm adquirindo mais relevância na política nos últimos anos: “Tem algumas premissas nesse debate que temos que consolidar. Bolsonaro é um instrumento dos militares, não o contrário. Note, o protagonismo político dos militares num projeto de poder se dá desde o governo Temer. Vamos lembrar que o próprio Temer admitiu que antes do golpe de 2016 os militares foram consultados. Aquelas articulações do processo de golpe contra Dilma, depois a prisão do Lula e a garantia dessa prisão na eleição de 2018, os militares estiveram totalmente envolvidos nisso no papel de protagonista”.

Considerando a influência crescente dos militares, Manoel acredita que Bolsonaro não passa de um instrumento para levá-los ao poder: “O Bolsonaro é uma culminância de uma estratégia de poder dos militares em que eles o usam como um líder carismático, a face pública de um projeto. Faz um mês e meio que foi declarado publicamente que o STF garantiu aos militares que o Lula não seria candidato em 2018. Isso foi público. Note, os militares desde o golpe estão numa escalada ao poder. A forma de chegar foi via Bolsonaro”. 

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