Bolsonaro é denunciado à Corte Interamericana por 'insultar vítimas da ditadura' ao receber Curió
Para a bancada do PSOL e as entidades de direitos humanos, ao receber Curió, Bolsonaro está "promovendo a desinformação e insultando a memória das vítimas do caso Gomes Lund e outros e de todas as pessoas desaparecidas, mortas e torturadas pela ditadura brasileira"
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247 - A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, o Instituto Vladmir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política denunciaram o governo Jair Bolsonaro à Corte Interamericana de Direitos Humanos por não cumprir com disposições da sentença que condenou o Brasil por violação dos direitos humanos no caso da Guerrilha do Araguaia. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha.
A denúncia é motivada por um encontro de Bolsonaro que recebeu na segunda-feira (4) o tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, conhecido como "Major Curió", militar que confessou crimes contra militantes de esquerda da Guerrilha do Araguaia nos anos 1970, durante a ditadura militar.
Segundo arquivos guardados pelo militar reformado e revelados em 2009 ao jornal O Estado de S. Paulo, as Forças Armadas executaram na Guerrilha do Araguaia 41 militantes que já estavam presos e amarrados. No total, 67 militantes foram mortos durante o conflito com militares no Araguaia.
A denúncia pede que o Brasil seja convocado para uma audiência que avalie o cumprimento de sentença e que a Corte emita uma nova resolução para supervisionar o país.
Para a bancada do PSOL e as entidades de direitos humanos, ao receber Curió o governo Bolsonaro está "promovendo a desinformação e insultando a memória das vítimas do caso Gomes Lund e outros e de todas as pessoas desaparecidas, mortas e torturadas pela ditadura brasileira".
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