"Bolsonaro é covarde e espera que os outros façam o que ele promete fazer”, diz Rogério Dultra
Segundo o professor, o discurso de Bolsonaro na convenção do PL foi “claramente alinhado com o discurso fascista”
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247 - Na análise de Rogério Dultra dos Santos, professor do Departamento de Direito Público da Universidade Federal Fluminense (UFF), o comportamento de Jair Bolsonaro é uma reação ao "fracasso" de sua campanha, que não consegue mudar o cenário de derrota nas pesquisas para o ex-presidente Lula (PT), que figura em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de voto em primeiro e segundo turnos.
Segundo o professor, o discurso de Bolsonaro na convenção que oficializou a sua candidatura à reeleição pelo PL foi “claramente alinhado com o discurso fascista”.
“Ele aponta para o nada. Ele aponta para a destruição. Ele aponta para a última vez que ‘vamos nos reunir no 7 de setembro’. É um discurso constituído contrário aos interesses das pessoas que estão ali. No inconsciente elas sabem que vai dar desgraça”, analisou.
E acrescenta: “Bolsonaro é covarde e não tem coragem de fazer o que ele promete e espera que os outros façam por ele. Se os outros fizerem ele aceita de bom grado”.
Sobre as perspectivas de derrota do bolsonarismo, Dultra destacou que a tradição política brasileira é a da conciliação.
“Para sair da ditadura se concilia com o pessoal do regime. Tem os senadores biônicos que vão fazer parte da Constituinte. O Lula é um grande conciliador, mas temos um problema: a gente pode derrotar o Bolsonaro nas urnas eventualmente. A gente pode conseguir uma vitória histórica no primeiro turno, mas ainda assim teremos um rescaldo de bolsonarismo que a gente identifica sociologicamente como sendo uma característica muito forte do fascimo. E esse rescaldo não vai terminar com as eleições, muito menos se o Bolsonaro perder”, frisou.
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