Bolsonaro diz que não irá aderir a sanções contra Rússia, apesar de pedido de Zelensky

Segundo Jair Bolsonaro, "a Otan é o local adequado para buscar solucionar esse conflito", disse Jair Bolsonaro

Bolsonaro e Zelensky
Bolsonaro e Zelensky (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Dvulgação via REUTERS)


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Reuters - O presidente Jair Bolsonaro reafirmou nesta sexta-feira que o Brasil não irá aderir a sanções contra a Rússia e que, na conversa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na última segunda-feira, informou que não atenderá seu pedido de uma posição mais firme contra a Rússia.

"O que eu estou fazendo não é o que ele quer. A Otan é o local adequado para buscar solucionar esse conflito", disse Bolsonaro a jornalistas durante uma visita que fez a um posto de combustíveis em Brasília.

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Segundo o presidente, Zelensky "desabafou" durante a conversa, mas ele, Bolsonaro, manteve "a posição de estadista."

O presidente deixou claro que não irá aderir a sanções contra Rússia. No momento, apesar da guerra, o governo brasileiro fez uma compra de fertilizantes do país e negocia a aquisição de óleo diesel.

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"Nós não vamos aderir a essas sanções econômicas, continuamos em equilíbrio. Se eu não tivesse mantido a posição de equilíbrio vocês acham que nós teríamos fertilizantes no Brasil? Como estaria nossa segurança alimentar e de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo?", questionou.

Na segunda-feira, Zelensky disse em uma publicação no Twitter que informou Bolsonaro sobre a situação no front da guerra do país com a Rússia e fez um pedido para que todos se juntem na aplicação de sanções contra Moscou.

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Em entrevista à TV Globo, divulgada na terça-feira, o presidente da Ucrânia criticou a posição de neutralidade de Bolsonaro diante da invasão russa.

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