Bolsonaro diz que mercado fica "nervosinho" com aumento de gastos

“Se vocês explodirem a economia do Brasil, pessoal do mercado, vocês vão ser prejudicados também", afirmou Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais

(Foto: Reprodução)


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247 - Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Jair Bolsonaro afirmou que o mercado fica "nervosinho" com a criação de despesas que ultrapassam o teto de gastos, uma das primeiras medidas realizadas após o golpe contra Dilma Rousseff (PT) - para impedir gastos com políticas sociais.

O comentário de Jair Bolsonaro ocorreu enquanto explicava o auxílio para caminhoneiros autônomos, tratado como uma “esmola” pela categoria.

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"Vão ter novos reajustes dos combustíveis? Certamente teremos. Por que vou negar isso daí? Estamos buscando solução. O auxílio de R$ 400 para caminhoneiros, que vai estar abaixo de R$ 4 bilhões por ano, dentro do Orçamento. Daí fica o mercado nervosinho. Se vocês explodirem a economia do Brasil, pessoal do mercado, vocês vão ser prejudicados também", afirmou Bolsonaro em transmissão.

Caminhoneiros e combustíveis

Bolsonaro anunciou, na noite desta quinta-feira, 21, que o Brasil “está na iminência de um novo reajuste de combustível”, admitindo que gasolina e diesel “estão caros”.

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“Não precisa ser mágico pra descobrir isso aí. É só ver o preço do petróleo lá fora e quanto está o dólar aqui dentro. Nós ainda dependemos da importação de diesel, de parte da gasolina também. E se não reajustar, falta. A inflação é horrível? É péssima, mas pior ainda é o desabastecimento”, disse.

“Como está na iminência de um novo reajuste de combustível, o que nós buscamos fazer? Acertado com a equipe econômica. Alguns não querem, outros acharam que era possível: dar um auxílio para os caminhoneiros. Isso é o possível; mais de R$ 3 bi ao longo de um ano, mas dentro do Orçamento”, discursou Bolsonaro.

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Sem comentar diretamente a debandada no Ministério da Economia, Bolsonaro disse que “tem secretário que quer fazer valer sua vontade, então ministro deu decisão, vamos gastar dentro do teto, as reformas continuam, a Administrativa, a Tributária, como foi feita a da Previdência lá atrás”.

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