Bolsonaro diz que atos golpistas de 7 de Setembro serão pacíficos

O chefe do governo federal ainda negou trabalhar por uma ruptura democrática, mas disse dever "lealdade ao povo brasileiro"

Marcelo Queiroga e Jair Bolsonaro
Marcelo Queiroga e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)


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Por Maria Carolina Marcello (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro assegurou nesta quinta-feira que os atos previstos para 7 de Setembro de apoiadores do governo serão pacíficos, e negou que haja qualquer movimentação por uma ruptura institucional.

Ao confirmar, em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, que vai participar dos atos em dois momentos --pela manhã, em Brasília, e à tarde na Avenida Paulista, em São Paulo-- Bolsonaro afirmou que as manifestações pedirão, entre outros pontos, o respeito a garantias de direitos individuais.

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"Não queremos, nem trabalhamos por ruptura. Nem sonhamos com isso. Agora, por outro lado, nós devemos lealdade ao povo brasileiro. Se estão pedindo --pelo que tudo indica, a Paulista vai ter um recorde de pessoas; Brasília, aqui, também-- essas pessoas, o que estão pedindo? Transparência, paz, tranquilidade, que se cumpra os incisos do Artigo 5º da Constituição, que fala das garantias dos direitos individuais", disse Bolsonaro na live.

O presidente aproveitou para voltar ao tema das eleições e do voto auditável, reafirmando o desejo do que chama de eleições limpas.

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"Nós queremos eleições, eleição renova o quadro, renova as esperanças para todos. Mas gostaríamos muito que as eleições fossem limpas, democráticas, e pudessem realmente transmitir a confiança para o eleitor de quem ele porventura for votar, o voto vai ser contado para aquela pessoa."

Incentivados por Bolsonaro, os protestos terão o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como principais alvos, em meio a uma crise institucional alimentada por ataques do presidente contra o Judiciário. O presidente insistiu, no entanto, que é um movimento "pacífico" e "ordeiro", e organizado de forma espontânea.

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Recentemente, organizadores dos atos nas redes sociais chegaram a planejar ataques diretos ao STF, com ameaças de invasão à corte e também ao Congresso, além de propostas de parar o país com greve de caminhoneiros até que ministros sejam afastados da corte. Há uma preocupação especial com a participação de PMs nos atos bolsonaristas.

O presidente, aliás, aproveitou a live para agradecer os policiais militares que estiverem presentes nos eventos de 7 de Setembro, a serviço: "Vocês são fantásticos nesses momentos", afirmou.

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Bolsonaro acusa ministros do STF de cercearem a liberdade de expressão, principalmente no inquérito relacionado às fake news, que com frequência atinge sites Bolsonaristas e tem o presidente na condição de investigado.

Também reclama de decisões em que páginas "de direita" foram desmonetizadas por decisão do TSE e já criticou o fato de ter sido incluído em inquérito por vazar dados sigilosos de operação da Polícia Federal sobre ataque cibernético à corte eleitoral.

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