Bolsonaro diz que ameaçou transferir médico militar que resistiu receitar remédio ineficaz contra Covid

O chefe de governo disse que conseguiu tomar o remédio solicitado, e que, no dia seguinte, "estava bom"

Bolsonaro com uma caixa de cloroquina
Bolsonaro com uma caixa de cloroquina (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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247 - Na época em que apresentou sintomas da Covid, Jair Bolsonaro ameaçou transferir um médico militar caso o profissional de saúde não lhe prescrevesse um remédio sem eficácia comprovada para combater a doença, disse o chefe de governo nesta terça-feira, 28, em entrevista ao canal Hipócritas, no YouTube. A fala foi divulgada pela Folha de S. Paulo.

O chefe de governo não citou ivermectina ou cloroquina, mas falou sobre um "remedinho que o pessoal lá [da África subsaariana] toma para combater a malária", ao comparar as taxas de morte por Covid na África subsaariana e no Brasil. 

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Bolsonaro disse que conseguiu tomar o remédio solicitado, e que, no dia seguinte, "estava bom".

"Eu mesmo quando senti o problema, chamei o médico, falei: 'Acho que estou com sintomas'. Ele falou: 'Está com todos os sintomas, vamos fazer o teste'. Falei: 'Me traz aquele remédio'. [Ele disse:] 'não, não, não'. Eu falei: 'Traga o remédio porque o exame só vai sair o resultado amanhã e pode ser tarde demais. [O médico disse:] 'Ah, mas os protocolos nossos'... Falei: 'Traz o remédio ou te transfiro para a fronteira agora, democraticamente. Tomei, no outro dia estava bom", declarou Bolsonaro aos risos. 

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Durante a gestão do governo federal na crise sanitária da Covid-19, Bolsonaro defendeu em inúmeras ocasiões o uso de remédios sem eficácia comprovada para combater a doença, notadamente a cloroquina, a hidroxicloroquina e a ivermectina.

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