Bolsonaro desautoriza ministros e esvazia comitê de crise

Ministros deixaram de ter atuação direta no Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, que perdeu a função consultiva para o qual foi formado

Jair Bolsoanro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsoanro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Isac Nóbrega/PR)


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247 - Cada vez mais isolado politicamente, Jair Bolsonaro tem esvaziado o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19. O ocupante do Planalto tem concentrado em si as ações do governo de combate ao novo coronavírus, que, segundo autoridades de Saúde, infectou 4,3 mil pessoas, com 140 mortes. 

O colegiado perdeu a função consultiva para o qual foi formado. Ministros deixaram de ter atuação direta no órgão, que passou a ser gerido por auxiliares com a criação do CCOP (Centro de Coordenação de Operações).

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Um sinal da perda de força do colegiado foi a campanha publicitária #OBrasilNaoPodeParar, que foi barrada pelo Judiciário. 

Outro exemplo de como Bolsonaro pretende concentrar nele as ações durante a pandemia foi o seu pronunciamento na última terça-fiera (24), quando defendeu a reabertura de comércios e escolas. 

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Juntos com seus filhos, o ocupante do Planalto também gravou vídeo falando sobre cloroquina, o que levou o Ministério da Saúde a pedir que a população não busque o medicamento para tratar o coronavírus. 

Vale ressaltar que o comitê não foi consultado quando Bolsonaro, na quarta (25), anunciou que determinaria à população o "isolamento vertical", deixando somente idosos e pessoas com doenças preexistentes em confinamento. "A orientação vai ser o [isolamento] vertical daqui para a frente. Vou conversar com ele [Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde] e tomar uma decisão", disse.

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