Bolsonaro ataca institutos de pesquisa: 'querem interferir na democracia'

Diante das divergências das pesquisas no primeiro turno com o resultado das urnas, Bolsonaro ameaça: "nada melhor que um inquérito PF para poder esclarecer tudo isso aí"

(Foto: ABr | Reprodução)


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Reuters - O presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, acusou nesta quarta-feira os institutos de pesquisa de interferirem na democracia e, em tom de ameaça, pediu para que as empresas responsáveis pelos levantamentos não dobrem as apostas no segundo turno.

"Nós lamentamos esses institutos que estão trabalhando para quem os contrata e não é para fazer uma pesquisa séria, a intenção é interferir na democracia, falam tanto de atos antidemocráticos, isso é um ato antidemocrático", disse.

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"Eu espero que os institutos de pesquisas não dobrem as apostas por ocasião do segundo turno", alertou ele, em entrevista no Palácio da Alvorada ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres.

Na noite desta quarta começa a divulgação das primeiras pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto no segundo turno com o Ipec.

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Na véspera, Torres anunciou em uma rede social ter determinado à Polícia Federal que abra um inquérito para apurar se houve crime na atuação dos institutos. Sondagens divulgadas n dia anterior ao primeiro turno apontaram uma distância de até 14 pontos percentuais entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro nos chamados votos válidos, inclusive com possibilidade de vitória do petista no domingo.

O resultado do primeiro turno, entretanto, apontou uma vantagem de Lula sobre Bolsonaro de 5,23 pontos percentuais, ou 6,2 milhões de votos em números absolutos.

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Para Bolsonaro, os números dos institutos quase decidiram a eleição presidencial no primeiro turno, o que, para ele, "seria um desastre" para o Brasil.

Na entrevista, o ministro da Justiça negou que o inquérito pela PF seja um intimidação e que é preciso verificar se houve crime. Ele afirmou que não tem "fake news" maior do que a divulgação desse tipo de levantamento na véspera da eleição. Destacou que o inquérito é muito sério e a realidade vai vir à tona.

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"Nada melhor que um inquérito policial na Polícia Federal para poder esclarecer tudo isso aí, até para esclarecer para a população brasileira que possa exercer seu direito para que pesquisas não fiquem direcionando muitas vezes questões de voto útil", disse.

"Nada melhor do que o inquérito policial para esclarecer se realmente existe ou não algum crime, algum conluio, algumas empresas associadas", reforçou ele, ao afirmar que não há um instituto específico e que vai investigar tudo que está aí após ter havido "números muito discrepantes" com a realidade.

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Além do inquérito da PF, aliados de Bolsonaro discutem a eventual apresentação de um pedido de uma CRI no Congresso para investigar os institutos e também provocar o Tribunal Superior Eleitoral sobre o assunto.

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