Bolsonaro aproveitará discurso da ONU para reforçar campanha na reta final

Bolsonaro deverá exaltar o legado do seu mandato, com destaque ao desempenho da economia brasileira, disse à Reuters uma fonte da campanha

Jair Bolsonaro na ONU
Jair Bolsonaro na ONU (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz/Pool)


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BRASÍLIA (Reuters) - Pressionado a duas semanas do primeiro turno, o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), vai usar as viagens internacionais, com destaque para o discurso de abertura na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, para reforçar sua campanha na reta final.

Em Nova York, na ONU, Bolsonaro deverá exaltar o legado do seu mandato, com destaque ao desempenho da economia brasileira, disse à Reuters uma fonte da campanha. A expectativa é que faça um discurso para fora da bolha bolsonarista.

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O próprio presidente confirmou, em comício eleitoral em Londrina (PR) à noite, que pretende vender a imagem do país em seu discurso na ONU, e pediu aos apoiadores que assistam.

"Na segunda-feira irei para os Estados Unidos, onde farei um pronunciamento por ocasião da abertura dos trabalhos da ONU. Assistam. Será um pronunciamento onde estarei voltado basicamente para o nosso Brasil, mostrando a nossa potencialidade e o que representamos para o mundo", afirmou.

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Depois de um começo de ano ruim, o presidente tem neste momento bons números para apresentar no lado econômico. Após meses de forte inflação, o Brasil registrou em julho e agosto deflação, em grande parte devido à queda dos preços dos combustíveis, causada pelo corte de impostos no país e pelo recuo dos preços no mercado internacional do petróleo.

Ao mesmo tempo, embora ainda alto, o desemprego vem caindo e as estimativas para o crescimento da economia este ano foram revistas para cima após expansão do PIB maior do que o esperado no segundo trimestre

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A fala deverá ser usada por Bolsonaro em seus programas de rádio e TV, conforme a fonte, com o objetivo de impulsionar o presidente mostrando-o como um "estadista", o que, se espera, será reforçado pela viagem a Londres. Antes da ida à ONU, o presidente vai ao funeral da rainha Elizabeth 2ª.

Essas agendas internacionais estão sendo costuradas com extremo cuidado, segundo a fonte, para mostrar que o presidente tem respaldo internacional e não está isolado diplomaticamente.

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PESQUISAS

Em outra frente, o discurso é de rechaçar o resultado das últimas pesquisas eleitorais, segundo duas fontes da campanha, com o objetivo de manter a base mais aguerrida mobilizada na reta final para o primeiro turno.

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As sondagens eleitorais têm mostrado um quadro estável com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Bolsonaro, mesmo após as manifestações do 7 de Setembro e ações do governo como a PEC dos Benefícios que turbinou o Auxílio Brasil.

Nessa tática, inclusive, Bolsonaro tem repetido em seus discursos que vai vencer no primeiro turno, o que foi divulgado também em vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um de seus filhos e um dos coordenadores da campanha à reeleição.

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Uma das fontes disse que o trabalho principal vai ser buscar ampliar o desgaste de Lula e assim eliminar qualquer chance de que a busca do adversário pelo voto útil possa liquidar a eleição na primeira rodada de votação. O trabalho é para, ocorrendo o segundo turno, tentar virar o jogo incentivando o antipetismo.

Na quinta-feira, em linha com a estratégia de desgastar o adversário, a campanha de Bolsonaro levou ao ar uma dura peça de propaganda em que cita a situação de Lula na Lava Jato e afirma que ele está mentindo, que não foi inocentado e, sim, será julgado por uma outra jurisdição do Poder Judiciário.

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Efetivamente, no entanto, Lula foi inocentado de algumas acusações, enquanto outros processos estão suspensos.

Nas duas últimas semanas para o primeiro turno, segundo uma das fontes, Bolsonaro vai buscar reforçar agendas no Sudeste --onde está concentrada a maior fatia do eleitorado-- e também no Nordeste, principal base eleitoral de Lula e do pedetista Ciro Gomes.

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