Bolsonaro alega 'perseguição' pela imprensa e defende Ricardo Barros na CPI: 'ele quer falar'
Ao comentar as investigações da CPI da Covid que apura a compra superfaturada da vacina da Covaxin, Jair Bolsonaro alegou 'perseguição' pela imprensa e defendeu o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR)
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247 - Jair Bolsonaro comentou nesta segunda-feira (5), em conversa com apoiadores, as acusações feitas pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que disse em depoimento à CPI da Covid que o ex-diretor de Logística da Saúde Roberto Dias pediu propina de 1 dólar por dose de imunizante.
“O pessoal vem ‘tentou comprar vacina’. Quem tentou? Não tinha vacina. Você acha que em fevereiro tinham 400 milhões de doses? O cabo da PM se encontra com o cara e: ‘Vamos acertar um dólar por…’. É assim o negócio, pô? Não foi comprado nada. O tempo todo é porrada, porque acabou a teta, acabou a sacanagem”, disse Bolsonaro.
“Quando acontece alguma coisa, toma providência. Pode haver corrupção? Pode. Sempre falei isso aí. Agora, acusar de corrupção? Não foi comprado nada”, acrescentou.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler deu prazo de dez dias para que o Ministério da Saúde preste esclarecimentos sobre o preço contratado pela vacina indiana Covaxin, a mais cara negociada pelo governo federal e objeto de pedidos de propina.
Bolsonaro disse ainda que Ricardo Barros quer depor à CPI da Covid, no Senado. Barros foi apontado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) em depoimento à CPI como sendo o parlamentar supostamente citado por Bolsonaro como um dos envolvidos nas irregularidades que cercam o contrato de compra de doses da vacina indiana Covaxin.
“Olha aqui, o Ricardo Barros quer falar, a CPI não quer ouvir mais ele. Deixa ele falar, já que ele… Vamos supor, tão acusando ele que fez algo de errado, deixa ele depor na CPI. Agora, o interesse é ouvir quem vai falar o que interessa pra eles”, disse Bolsonaro ao regressar ao Palácio da Alvorada.
Barros quer ser ouvido o quanto antes pela CPI da Covid para tentar estancar o desgaste dele e de Bolsonaro. Ele foi convidado para depor no dia 8, mas sua ida foi desmarcada. O deputado resolveu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo à Corte que assegure a data de seu depoimento.
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