Bolsonaro ainda tem salvo-conduto para seus crimes, afirma Malu Gaspar
Jornalista aponta responsabilidade da PF, da Procuradoria Geral e, sobretudo, do Congresso Nacional
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247 - “As conclusões dos últimos inquéritos da Polícia Federal sobre os atos de Jair Bolsonaro deixaram a impressão de que ele conta com salvo-conduto para cometer a barbaridade que quiser sem ser incomodado” - é esta a interpretação da jornalista Malu Gaspar, em O Globo, sobre a conduta da PF e da Procuradoria-Geral da República em relação a Bolsonaro.
Ela constata no texto que Bolsonaro “tem um dos menores índices de popularidade da história da República, vive em conflito com o STF e pratica delitos em áudio e vídeo sem esconder nada de ninguém”. Mas, mesmo assim, “continua ileso”, com liberdade para seguir “em sua missão de avacalhar as instituições”.
No texto, incisivo, a jornalista não se basta a apontar a responsabilidade da PF, “uma sombra do que já foi, na apuração dos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado” e do procurador-geral da República, Augusto Aras, “apesar de sua participação decisiva na blindagem de Bolsonaro”.
Para Gaspar, a questão central é a passividade do Congreso Nacional: “Hoje, com exceção do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pediu a convocação do ministro da Justiça e do diretor-geral da PF, a oposição anda calada, como se fosse conveniente manter Bolsonaro onde está: mal nas pesquisas, pagando por apoio com o orçamento secreto e o fundo eleitoral, até que a eleição o coloque automaticamente no passado”.
Ela encerra o texto com uma advertência: “Se a classe política não se ligar, periga Bolsonaro continuar onde está simplesmente porque esqueceram de fazer o básico: impor a ele os limites da lei”.
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