Bolsonaro ainda tem salvo-conduto para seus crimes, afirma Malu Gaspar

Jornalista aponta responsabilidade da PF, da Procuradoria Geral e, sobretudo, do Congresso Nacional

Bolsonaro no Congresso Nacional na abertura do ano legislativo 2022
Bolsonaro no Congresso Nacional na abertura do ano legislativo 2022 (Foto: Nilson Bastian /Câmara dos Deputados)


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247 - “As conclusões dos últimos inquéritos da Polícia Federal sobre os atos de Jair Bolsonaro deixaram a impressão de que ele conta com salvo-conduto para cometer a barbaridade que quiser sem ser incomodado” - é esta a interpretação da jornalista Malu Gaspar, em O Globo, sobre a conduta da PF e da Procuradoria-Geral da República em relação a Bolsonaro.

Ela constata no texto que Bolsonaro “tem um dos menores índices de popularidade da história da República, vive em conflito com o STF e pratica delitos em áudio e vídeo sem esconder nada de ninguém”. Mas, mesmo assim, “continua ileso”, com liberdade para seguir “em sua missão de avacalhar as instituições”.

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No texto, incisivo, a jornalista não se basta a apontar a responsabilidade da PF, “uma sombra do que já foi, na apuração dos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado”  e do procurador-geral da República, Augusto Aras, “apesar de sua participação decisiva na blindagem de Bolsonaro”.

Para Gaspar, a questão central é a passividade do Congreso Nacional: “Hoje, com exceção do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pediu a convocação do ministro da Justiça e do diretor-geral da PF, a oposição anda calada, como se fosse conveniente manter Bolsonaro onde está: mal nas pesquisas, pagando por apoio com o orçamento secreto e o fundo eleitoral, até que a eleição o coloque automaticamente no passado”.

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Ela encerra o texto com uma advertência: “Se a classe política não se ligar, periga Bolsonaro continuar onde está simplesmente porque esqueceram de fazer o básico: impor a ele os limites da lei”.

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