Bolsonaristas vão usar caso de Juiz de Fora na campanha eleitoral
O ocupante do Palácio do Planalto e seus seguidores querem requentar o mito da facada na campanha de 2022
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247 - Jair Bolsonaro e seus seguidores vão ligar uma espécie de soundbite, requentar falsas acusações à esquerda e forçar a reabertura de investigações sobre a suposta facada que se tornou o principal mote da campanha eleitoral de 2018.
O objetivo é reintroduzir o debate sobre o episódio para alimentar a campanha eleitoral, na falta de realizações de governo e de ideias a apresentar ao eleitorado.
Neste início de ano, Bolsonaro, seu clã e apoiadores publicaram fotos em leito hospitalar, pediram orações e insistiram na versão de que quando candidato o atual chefe do Executivo foi vítima de uma suposta tentativa de assassinato.
Reportagem da Folha de S.Paulo informa que ao receber alta, na quarta-feira (5), Bolsonaro voltou a insistir na tese de que "o autor da facada, Adélio Bispo de Oliveira, não agiu sozinho e que a investigação sobre o atentado, reaberta em novembro passado, irá apontar mandantes da esquerda".
A Polícia Federal substituiu o delegado encarregado da investigação do caso, numa indicação de que poderão ser fabricadas informações para alimentar a campanha eleitoral com a discussão sobre o suposto atentado.
São os próprios bolsonaristas que dizem isso. Eles esperam novas revelações da apuração da Polícia Federal ao longo do ano.
O pedido de reabertura do inquérito foi feito pelo advogado do clã Bolsonaro, Frederick Wassef. Os bolsonaristas querem que seja feita uma análise de dados bancários e do celular do advogado Zanone de Oliveira Júnior, um dos defensores de Adélio, na expectativa de que isso leve à descoberta de supostos mandantes do alegado atentado.
Um dos bolsonaristas que se pronunciaram sobre o assunto foi o empresário Otávio Fakhoury, amigo do clã Bolsonaro e presidente do PTB em São Paulo. Ele aposta que a apuração vai trazer fatos novos e que o tema será explorado na campanha.
Otávio Fakhoury usa nas redes sociais a frase "Deus, Família e Pátria" para se definir. Ele é também vice-presidente do Instituto Força Brasil. Fakhoury é suspeito de financiar a divulgação de informações falsas sobre a pandemia e foi investigado pela CPI da Covid no Senado, onde se manteve calado, invocando o direito de ficar em silêncio para não se autoincriminar.
Reveja o documentário do jornalista Joaquim de Carvalho sobre o que se tornou conhecido como a “fakeada”.
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