Blindado no STF, Deltan diz que sua saída da Lava Jato enfraqueceria Ministério Público
O procurador e coordenador da Lava Jato de Curitiba alega que sua remoção da força-tarefa abriria precedentes para interferências externas no Ministério Público
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247 - O procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, disse ao jornal O Globo que sua remoção da operação enfraqueceria o Ministério Público (MP) na medida em que abriria precedentes para interferências externas no órgão.
Nesta segunda-feira (17) o ministro do STF Celso de Mello suspendeu o andamento de dois procedimentos contra Dallagnol, sendo que um deles poderia tirar o procurador da Lava Jato e seria julgado nesta terça-feira (18).
"Uma remoção compulsória como essa, que é uma medida de extrema gravidade, pois fere diretamente princípios fundamentais do Ministério Público. O que está em jogo é a preservação dessas garantias constitucionais. Então, não se trata de Deltan ou Lava-Jato. Uma decisão equivocada pode abrir precedentes, legitimar de alguma forma ações retaliatórias e enfraquecer a instituição", disse Deltan.
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