Bendine é condenado por Bonat em caso que teve sentença anulada pelo STF
O Supremo Tribunal Federal havia anulado a sentença, em 2019, que condenou Aldemir Bendine no âmbito da Lava Jato. Agora, o juiz Luiz Antonio Bonat, manteve a condenação do ex-presidente da Petrobras
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Conjur - O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, a seis anos e oito meses de prisão por corrupção.
O caso se tornou notório por ter representado a primeira grande derrota da operação "lava jato". Bendine teve sentença condenatória proferida pelo então juiz Sérgio Moro anulada pelo Supremo Tribunal Federal, após o advogado Alberto Zacharias Toron demonstrar que seu cliente teve seu direito violado.
Na ocasião, Toron defendeu que réus que não são delatores devem apresentar por último suas considerações finais, benefício que não vinha sendo concedido nos processos da força-tarefa. A tese de Toron prevaleceu, a sentença de Moro foi anulada e o caso retornou à fase das alegações finais por ordem do Supremo.
Após a apresentação das alegações finais, Bendine foi novamente condenado. Na sentença, Bonat, aponta que a conduta social, a personalidade, os motivos e o comportamento da vítima são elementos neutros. "As circunstâncias devem ser valoradas negativamente em razão dos altos valores correspondentes à vantagem indevida solicitada (R$ 17 milhões) e auferida (R$ 3 milhões), além de os crimes terem sido praticados após a deflagração da operação lava jato, em evidente menoscabo à jurisdição e à efetividade das leis", diz trecho da decisão.
Ao comentar a decisão, Toron afirmou que "a nova sentença, inegavelmente, representa um avanço em relação à anterior. A pena é expressivamente menor. A condenação está atrelada a uma única prática de corrupção. Quanto a esta condenação, vamos recorrer com vistas a alcançar a absolvição".
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