Bendine é condenado por Bonat em caso que teve sentença anulada pelo STF

O Supremo Tribunal Federal havia anulado a sentença, em 2019, que condenou Aldemir Bendine no âmbito da Lava Jato. Agora, o juiz Luiz Antonio Bonat, manteve a condenação do ex-presidente da Petrobras

Aldemir Bendine
Aldemir Bendine (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)


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Conjur - O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, a seis anos e oito meses de prisão por corrupção.

O caso se tornou notório por ter representado a primeira grande derrota da operação "lava jato". Bendine teve sentença condenatória proferida pelo então juiz Sérgio Moro anulada pelo Supremo Tribunal Federal, após o advogado Alberto Zacharias Toron demonstrar que seu cliente teve seu direito violado.  

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Na ocasião, Toron defendeu que réus que não são delatores devem apresentar por último suas considerações finais, benefício que não vinha sendo concedido nos processos da força-tarefa. A tese de Toron prevaleceu, a sentença de Moro foi anulada e o caso retornou à fase das alegações finais por ordem do Supremo.

Após a apresentação das alegações finais, Bendine foi novamente condenado. Na sentença, Bonat, aponta que a conduta social, a personalidade, os motivos e o comportamento da vítima são elementos neutros. "As circunstâncias devem ser valoradas negativamente em razão dos altos valores correspondentes à vantagem indevida solicitada (R$ 17 milhões) e auferida (R$ 3 milhões), além de os crimes terem sido praticados após a deflagração da operação lava jato, em evidente menoscabo à jurisdição e à efetividade das leis", diz trecho da decisão.

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Ao comentar a decisão, Toron afirmou que "a nova sentença, inegavelmente, representa um avanço em relação à anterior. A pena é expressivamente menor. A condenação está atrelada a uma única prática de corrupção. Quanto a esta condenação, vamos recorrer com vistas a alcançar a absolvição".

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