Bebianno disse em carta que Carlos Bolsonaro é puro ódio e não aprendeu a amar

Trechos do documento foram revelados ao jornal Estado de S. Paulo, que fez a divulgação neste domingo

Carlos Bolsonaro e  Gustavo Bebianno
Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno (Foto: Reuters | Reprodução)


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247 – As cartas escritas por Gustavo Bebianno podem ser menos explosivas do que muitos imaginam. Parte do conteúdo foi divulgada neste domingo pelo jornal Estado de S. Paulo, com quem Bebianno se encontrou quatro dias antes de sua morte.

"Eu sou muito sensível. Eu sinto a energia das pessoas. Não posso ter me enganado tanto. Eu só enxergava uma pessoa de bom coração, sincera. Acho que ele (Bolsonaro) é assim, mas todo mundo tem luzes e sombras. Eu conheci o pior lado também", disse ele.

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Na conversa, Bebianno contou sobre a carta que escreveu para Bolsonaro após ser demitido do governo, em fevereiro de 2018. "Eu disse que Carlos não sabia amar, era nutrido por ódio o tempo inteiro. Ninguém o ensinou a amar. Ele não aprendeu", contou.

Cópias da carta foram entregues para o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, então chefe da Casa Civil; o general Maynard Santa Rosa, que ocupava o cargo de chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE); e para o ator Carlos Vereza, que se aproximou do presidente e também se tornou seu amigo.

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