Barroso: "É inaceitável a inação do governo em relação a invasões em terras indígenas"

Em sessão do STF que analisa ação ação que pede a proteção de áreas indígenas para evitar o contágio com o coronavírus, o ministro Luiz Roberto Barroso, criticou a inércia do governo Jair Bolsonaro em remover os invasores de terras indígenas

(Foto: Nelson Jr./STF | Wilson Dias/Agência Brasil)


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247 - Durante sessão de julgamento de uma ação que pede a proteção de áreas indígenas para evitar o contágio com o coronavírus no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso criticou a inércia do governo Jair Bolsonaro e cobrou do governo uma atitude para conter as invasões de terras indígenas.

"A remoção dos invasores das terras indígenas é medida imperativa, imprescindível e é dever da União. É inaceitável a inação do governo federal em relação a invasões em terras indígenas. Inclusive porque essas invasões vêm associadas a prática de diferentes crimes ambientais, não apenas um oferecimento de grave risco para os indígenas. Essas invasões são para a prática de crimes, como desmatamento, queimadas, como a extração ilegal de madeira e a degradação da floresta", afirmou Barroso ao confirmar a liminar concedida em julho para instalar de barreiras sanitárias que impeçam o ingresso de pessoas nas tribos isoladas ou de contato recente.

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Segundo Barroso, "não é pequena a consequência da degradação e do desmatamento" e enfatizou que "o mundo não está nos olhando horrorizado por acaso, é porque há consequências para o ciclo da água, para a biodiversidade, para a mudança climática"

"Eu espero que, com grande atraso, mas não tarde demais, o Brasil tenha, pela sua sociedade e pelo seu governo, acordado para a importância do papel que nós representamos para o mundo e o dever que temos de criar uma economia sustentável, sobretudo para a Amazônia, para que a preservação da floresta de pé valha mais do que a ambição de derrubá-la", enfatizou.

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Barroso foi o único a votar nesta segunda-feira (3). O julgamento deve continuar na sessão de quarta-feira (5). 

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