Barroso diz que quarentena para não vacinados traria risco grande: 'não haveria condições de se monitorar'
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, explica decisão que obrigou o governo Jair Bolsonaro a exigir comprovante de vacinação para entrada no Brasil
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247 - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, nesta segunda-feira, 13, que a decisão que obrigou o governo Jair Bolsonaro a exigir comprovante de vacinação para entrada no Brasil minimiza "a alternativa entre o comprovante de vacinação e a quarentena".
A medida em questão foi dada por Barroso no sábado, 11, e a sentença ainda será submetida ao plenário do STF. Ela acaba com a possibilidade de não vacinados entrarem no país, opondo-se à portaria do governo federal que permitia aos viajantes não vacinados uma quarentena de cinco dias.
"Parece evidente que, se milhares de pessoas optassem pela quarentena em lugar da vacina, simplesmente não haveria condições de se monitorar e o risco seria grande", afirmou o ministro em entrevista.
"Eu não gosto de comentar decisão judicial, sobretudo enquanto ela ainda não está ratificada e consolidada. Nós conseguimos, no Brasil, uma vacinação muito ampla. O Brasil é um país exemplar em matéria de vacinação. Nós conseguimos conter o número de mortes, está abaixo de 200 a média, e portanto nós não devemos facilitar nessa matéria", disse.
"O Supremo tem uma tradição de aplicar o que se chama de princípio da precaução: matéria de vida e saúde a gente adota a medida mais conservadora possível, para impedir que as pessoas morram”, falou sobre o conceito que o levou a decidir pela obrigação do passaporte da vacina.
“Mas eu não gostaria de comentar o mérito propriamente porque ela ainda não é uma decisão consolidada. Vai ser levada à ratificação dos colegas. O Supremo tem tido um papel importante, eu penso, no enfrentamento da pandemia. Vamos esperar o que os colegas vão deliberar", concluiu.
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