Bancárias fazem protesto contra Pedro Guimarães em frente à sede da Caixa
Manifestantes pediram a saída de Pedro Guimarães e a "rigorosa e imediata apuração das denúncias, inclusive nos campos criminal, civil e administrativo"
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247 com Brasil de Fato - Mulheres bancárias de Brasília realizaram nesta quarta-feira (29) um protesto contra o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, pelas acusações de assédio sexual feitas conrea ele por funcionárias da empresa.
A manifestação ocorreu em frente à sede da Caixa em Brasília, chamada de Matriz 1, e foi convocada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, que classificou como "comportamento repugnante" e pediu pelo imediato afastamento de Guimarães do cargo. O sindicato pediu também a "rigorosa e imediata apuração das denúncias, inclusive nos campos criminal, civil e administrativo".
A notícia foi publicada no final da terça-feira (28) pelo portal de notícias Metrópoles, que divulgou as gravações com as acusações. Várias mulheres, de acordo com a reportagem, foram ao Ministério Público Federal e fizeram os mesmos relatos, que seguem em sigilo.
O MPF estaria instalando um procedimento de investigação a respeito dos episódios. "São fatos estarrecedores sendo divulgados", aponta o presidente da Presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). "Pedimos que haja uma apuração rigorosa e o afastamento imediato de Pedro Guimarães por que não é possível ter uma apuração dos fatos com ele no comando", destaca, em entrevista ao Jornal Brasil Atual.
Defensor das privatizações desde sua nomeação como presidente da Caixa, Pedro Guimarães é um auxiliar muito próximo do presidente da República, Jair Bolsonaro. Tanto que o acompanha em grandes eventos pelo país afora. Além disso, costuma falar como autoridade governamental em suas incursões em eventos públicos. A indicação para o posto partiu do ministro da Economia, Paulo Guedes, em razão da identificação com sua cartilha ultraliberal.
Em uma confraternização de final de ano, chegou a constranger gerentes e lideranças da instituição a fazerem flexões comandados por um general. E ainda a darem cambalhotas acompanhados por uma ginasta profissional. Acionado por entidades sindicais, Guimarães foi notificado pelo Ministério Público do Trabalho por submeter os empregados a situações de constrangimento.
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