Atual gestão da Codevasf tem histórico de superfaturamento e de 'asfalto farofa'

Marcelo Moreira, que controla a Codevasf, é ligado ao Centrão de Arthur Lira e será mantido no cargo por Lula

(Foto: PF | Roberto Suguino/Agência Senado)


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247 - A atual gestão da Codevasf (Companhia Desenvolvimento Vale São Francisco) tem um histórico de irregularidades, segundo apurações da Controladoria Geral da União (CGU).

A companhia foi entregue ao Centrão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), durante o governo Jair Bolsonaro (PL). No entanto, ao que tudo indica, nada será mudado no governo Lula (PT). A decisão se dá no contexto de um cabo de guerra entre o Executivo e Lira. Enquanto o governo tenta se livrar das amarras do presidente da Câmara, ele pressiona por mais espaço e, em troca, garante a governabilidade de Lula.

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Quem está à frente da Codevasf é o engenheiro Marcelo Moreira, que foi indicado pelo deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) para presidir a empresa em 2019, no início do governo Bolsonaro, e segue no cargo até hoje, conta a Folha de S. Paulo.

A CGU analisou contratos firmados nos últimos anos e que, somados, chegam a R$ 100 milhões. As obras foram feitas na Bahia, Sergipe e Amapá. A empresa campeã de licitações para pavimentação é a Engefort, suspeita de ter sido beneficiada por um cartel de empresas que fraudaria disputas da estatal.

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Um dos contratos tocados pela Engefort, contratada pela Codevasf, foi assinado em 2020 e os trabalhos foram realizados entre junho e outubro de 2022. A inspeção física da obra encontrou diversos problemas: buracos, rachaduras, afundamento de calçadas por falta de drenagem, descolamentos das sarjetas, entre outros. A investigação mostra que obras foram realizadas sem que trabalhos necessários de engenharia fossem realizados antes sobre o solo.

A CGU ainda aponta "que relatórios apresentados de acompanhamento físico e fotográficos produzidos não refletem o estado das obras. O órgão ainda aponta superfaturamento que totaliza R$ 1,2 milhão –valor equivalente a cerca de 10% do contrato de R$ 11,3 milhões", diz a reportagem.

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Em nota, a estatal afirma que "procedimentos de auditoria são habituais e visam ao controle e aperfeiçoamento de processos. A empresa mantém rotinas de melhoria contínua de suas atividades, com ampla análise de apontamentos e recomendações de órgãos de controle".

A Engefort diz que não se manifestará até ser procurada pela CGU. "A empresa Engefort Construtora não foi citada por este órgão para responder a nenhum questionamento quanto ao assunto abordado, razão pela qual se abstém neste momento de se manifestar sobre. No momento oportuno, caso citada, apresentará ao órgão responsável todas as respostas necessárias".

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