Atiradores armados pelo governo Bolsonaro usam acesso a material bélico para fortalecer milícia e tráfico

Reportagem denuncia que os CACs fazem parte de organizações criminosas que agem em nove estados

Armas apreendidas durante a operação
Armas apreendidas durante a operação (Foto: PMMG/Divulgação)


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247 - Um levantamento feito pelo jornal O Globo em Tribunais de Justiça de todo o país identificou CACs que integram milícias e grupos de extermínio. Esses CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), armados pelo governo Bolsonaro, atuam como fornecedores de armas e munição para assaltos a bancos e sequestros.

Há processos em que 25 CACs foram acusados ou condenados por fazerem parte de organizações criminosas que agem em nove estados — 60% deles foram presos ou denunciados à Justiça depois do início do governo Bolsonaro, que facilitou a obtenção de registros e possibilitou o acesso a maiores quantidades de armas e munição pela categoria.

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O caso mais recente de prisão de um CAC por ligação com o crime aconteceu há três semanas. O colecionador Vitor Furtado Rebollal Lopez, o Bala 40, foi preso em Goiânia transportando 11 mil balas de fuzil. Em sua casa, na Zona Norte do Rio, policiais apreenderam 54 armas, sendo 26 fuzis. Ligações interceptadas pela polícia revelaram que Furtado usava seu certificado para comprar material bélico de forma lícita, em lojas legalizadas, e depois revender para a maior facção do tráfico do Rio.

Leia reportagem completa sobre as relações entre os CACs e o crime.

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