Ataques de Bolsonaro ao voto eletrônico afetam investimentos, diz ex-presidente da Fiesp

Para o industrial Horácio Lafer Piva, o governo Jair Bolsonaro "segura o Brasil que quer avançar, aproveitar oportunidades, sair da pobreza, otimizar sua diversidade e o destino de potência ambiental”

(Foto: Reprodução | Reuters | PR)


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247 - O industrial Horácio Lafer Piva, ex-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), afirmou que, ao atacar o judiciário e o sistema eleitoral do Brasil, Jair Bolsonaro "desarticula as instituições, cria tensões, afeta a capacidade e desejo de consumo e a decisão de investir, inclusive por agentes externos". “Este governo segura o Brasil que quer avançar, aproveitar oportunidades, sair da pobreza, otimizar sua diversidade e o destino de potência ambiental. Lamentável", disse Piva em entrevista à BBC News Brasil

Para o industrial, que é acionista da Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do país, a política econômica do governo Bolsonaro, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, "não deu certo. Guedes partiu com alguns autoenganos e desconhecimentos do tamanho do desafio". 

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Na entrevista, Piva - que no início do mês assinou juntamente com outros empresários o manifesto  o manifesto "Eleições serão respeitadas" -  avaliou que “o círculo virtuoso de investimento-produção-emprego-consumo-reinvestimento depende de segurança, jurídica e institucional” e que o atual governo “segura o Brasil que quer avançar, aproveitar oportunidades, sair da pobreza, otimizar sua diversidade e o destino de potência ambiental”. 

Ainda segundo o empresário, a elite econômica tem responsabilidade sobre a deterioração democrática do Brasil. “Sempre tem, no passado e no presente. Mas Bolsonaro foi eleito com apoio de muito mais que a elite econômica, nela também há os que desde então se posicionaram, temo generalizar. Nunca vi entusiasmo, apenas um certo lamentável conformismo”, disse. “Elites que olham seus interesses imediatos não parecem perceber o desatino de sua riqueza aprisionada em tanta pobreza social, e o preço a advir de uma democracia frágil”, completou.

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Em sua análise, Piva descartou a possibilidade de um golpe com o apoio das Forças Armadas caso Bolsonaro seja derrotado nas eleições presidenciais do próximo ano. “Não acredito nisto. As Forças Armadas são conscientes de seu papel. Haverá divisões e tensões internas, mas não acredito nesta possibilidade. Nas polícias, ainda há o que se avaliar, mas a sociedade não apoiaria nada autoritário neste nível. Se acontecesse, seria movimento isolado, que não se sustenta. Esta possibilidade está completamente fora de meu radar”, afirmou.

Piva também defendeu a construção de uma alternativa de “centro” como contraponto à polarização entre Bolsonaro e Lula.  “Todo o meu empenho está na ajuda para a construção de alternativas. Acredito honestamente que será possível uma conscientização da importância de mais espectros que não apenas as pontas”, ressaltou. 

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