Associação de delegados da PF pede explicações sobre prisão do bolsonarista Roberto Jefferson

ADPF quer entender se houve falhas na atuação e o motivo de a rendição não ter sido negociada por um delegado

Veículo da PF atingido por disparos de Roberto Jefferson no domingo
Veículo da PF atingido por disparos de Roberto Jefferson no domingo (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes | Reprodução)


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 247 - Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) vai questionar a superintendência da PF  no Rio de Janeiro pedindo esclarecimentos sobre a operação para cumprir o mandado de prisão do ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson, neste domingo (23).

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o objetivo do ofício é entender se houve falha na operação e se algo poderia ter sido feito para evitar que os dois policiais saíssem feridos da ação.

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A ADPF quer saber também porque não havia um delegado no momento em que foi negociada a rendição do ex-parlamentar. "O processo foi conduzido pelo agente Vinicius Secundo e, internamente, sua postura foi avaliada como excessivamente benevolente com Jefferson. Em dado momento, ele diz que estaria ali para fazer o que o dirigente partidário precisasse para se entregar", diz a aoluna Painel. 

Leia também matéria da Reuters sobre o assunto:

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Roberto Jefferson é indiciado pela PF por 4 tentativas de homicídio após tiros de fuzil e granadas contra agentes

(Reuters) - O ex-deputado federal Roberto Jefferson foi indiciado nesta segunda-feira pela Polícia Federal por quatro tentativas de homicídio por conta dos disparos de fuzil realizados contra agentes da PF antes de ser preso no domingo, informou a corporação.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), que é candidato à reeleição, Jefferson foi preso após várias horas de negociações com agentes da PF que foram até a casa do ex-deputado no interior do Estado do Rio de Janeiro para cumprir uma decisão que revogava a prisão domiciliar dele. Na chegada da PF, o ex-parlamentar lançou granadas e atirou contra os agentes, deixando dois policiais federais feridos.

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Jefferson acabou sendo preso em flagrante devido ao ataque, o que gerou o indiciamento do ex-deputado, de acordo com a assessoria de imprensa da PF.

Os dois policiais federais feridos por estilhaços de granadas lançadas pelo ex-parlamentar estão fora de perigo.

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Gustavo Cunha, advogado do ex-deputado, disse que Jefferson não tentou matar os policiais e fez os disparos "para dar susto".

"Entendo que o Roberto não tentou matar os policiais. Ele estava numa posição privilegiada, facilmente teria matado todos os policiais se quisesse. Não atirou neles, foi tiro para dar susto, tipo: ´sai daqui´“, afirmou o advogado.

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O ex-parlamentar está detido em um presídio na zona norte do Rio de Janeiro passará por audiência de custódia nesta segunda. Segundo o advogado, dificilmente será concedido um habeas corpus.

"Quem continua como juiz dele é o Alexandre de Moraes. O Roberto Jefferson é um dos presos favoritos do Moraes“, afirmou o advogado, que contestou o mérito da prisão no âmbito do processo das chamadas milícias digitais.

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"Há quatro meses o pleno do STF decidiu que os autos do processo deveriam baixar para a vara federal porque o STF não tinha competência. Há quatro meses o Roberto peticiona pedido e o Alexandre de Moraes ignora totalmente", disse.

O ex-deputado havia sido inicialmente preso em caráter preventivo em agosto de 2021 pela PF, por determinação de Moraes, em uma investigação que incitação ao crime e ataques a instituições.

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Jefferson estava em prisão domiciliar desde janeiro e proibido de usar as redes sociais. No entanto, em um vídeo publicado nas redes, ele fez ofensas à ministra Cármen Lúcia, do STF, o que motivou a revogação de sua prisão domiciliar e a determinação para que fosse novamente preso.

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