Assédio e violência atingem 81% das parlamentares no Congresso Nacional
A violência política contra as mulheres se generaliza nas casas legislativas federais
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247 - A violência política de gênero atinge a maioria das deputadas e senadoras brasileiras. Segundo levantamento do jornal O Globo, oito a cada dez parlamentares já sofreram assédio e outras manifestações de violência de gênero.
Na semana passada, o Senado aprovou um projeto de lei para combater a prática, que para entrar em vigor ainda depende de sanção presidencial.
Respostas enviadas ao questionário do jornal sobre o tema mostram que a maior parte das entrevistadas relata violência dentro do próprio Congresso (54,8%).
Ao todo, 12 parlamentares relataram casos de violência sexual durante o mandato. Uma delas contou que um deputado colocou a mão em sua coxa durante uma reunião. Ao ser confrontado, respondeu que nem percebeu.
Na internet, ambiente em que 63% das deputadas e senadoras relataram ataques, a violência inclui ameaças de morte e estupro contra as parlamentares e suas famílias. “Essa miserável podia ter caído nas mãos do Lázaro”, diz uma das mensagens recebidas por Jandira Feghali (PCdoB-RJ), fazendo referência ao homem acusado de matar uma família em Ceilândia, no Distrito Federal. “Tinha que pegar uma mulher dessa e fuzilar em praça pública”, diz outra.
As mulheres relataram situações como ser excluída de debates (30,1%). Deputadas citaram o fato de não serem escolhidas para relatorias de matérias ligadas a economia, trabalho ou reformas importantes do governo federal. Elas reclamam de serem relegadas a temas como assistência social, educação e gênero.
Também são consideradas situações de violência de gênero questionamentos sobre aparência física e forma de se vestir (relatado por 34,3% das entrevistadas) e comentários sobre o corpo e a vida pessoal (45,2%).
Leia a íntegra da reportagem.
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