Arthur Weintraub admite conversas com Yamaghuchi e Zanotto, mas nega ter organizado 'gabinete paralelo' pró-cloroquina
"Eles conversavam comigo, me traziam as coisas para mostrar paro presidente. E era era simplesmente uma questão que eles conseguiam ter uma interface", disse o ex-assessor da Presidência, em vídeo ao lado do irmão, Abraham Weintraub
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247 - O ex-assessor da Presidência da República Arthur Weintraub negou neste sábado (5) que tenha liderado a organização do gabinete paralelo que atuou no aconselhamento extraoficial de Jair Bolsonaro em relação à gestão da Pandemia.
"Quando se ouve aí na na Comissão Parlamentar que organizei... Cara, eu não organizei gabinete, eu fazia contatos científicos e trazia as informações pro presidente. [...] Não havia assessoria paralela do presidente" afirmou ele em vídeo no YouTube.
O bolsonarista irmão do irmão do ex-ministro da Educação Abraham foi um dos responsáveis pela montagem do "gabinete paralelo", que promoveu o remédio ineficaz e perigoso contra a covid-19. Ele debateu por duas vezes com o médico Luciano Dias Azevedo e ambos explicaram a formação de um grupo de aconselhamento de Bolsonaro sobre a pandemia.
Em depoimento à CPI da Covid, Yamaguchi afirmou ter se reunido com Arthur, e disse aos senadores que participou de conversas que discutiam a prescrição do uso de cloroquina para o tratamento da covid-19.
"Tive contato, sim, com a com a doutora Nise, ela falava com o Presidente, tive contato com com o doutor Zanotto, virologista. Eles conversavam comigo, me traziam as coisas para mostrar paro presidente. E era era simplesmente uma questão que eles conseguiam ter uma interface, uma conversa comigo, por eu ter essa possibilidade de entender a parte científica do artigo científico. E e eu consegui traduzir de uma maneira mais simples para o presidente", afirmou Arthur Weintraub no vídeo.
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