Área técnica da CGU vai de encontro a ministro e abre processo contra a Precisa no caso da Covaxin
Ao contrário do ministro Wagner Rosário, que vem tentando blindar o governo Bolsonaro no caso, as diretorias de Responsabilização de Agentes Públicos e de Entes Privados, junto com a Corregedoria-Geral da União, abriram uma investigação preliminar sumária (IPS)
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - A área técnica da Controladoria-Geral da União (CGU) irá abrir um procedimento visando uma eventual punição da Precisa Medicamentos, a empresa que fez a intermediação da venda da vacina indiana Covaxin e que é investigada pela CPI da Covid. Decisão do setor vai na direção contrária das declarações do ministro Wagner Rosário, que vem tentando minimizar a existência de irregularidades no contrato. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o processo administrativo de responsabilização (PAR) deverá ser aberto nos próximos dias.
A CGU já abriu dois processos após as irregularidades virem à tona. A primeira, sob os cuidados de Rosário, analisou apenas pontos específicos ligados ao contrato. As Diretorias de Responsabilização de Agentes Públicos e de Entes Privados, junto com a Corregedoria-Geral da União, abriram uma investigação preliminar sumária (IPS), procedimento que apura indícios de fraude e corrupção.
Desde que o caso ganhou repercussão, Rosário vem tentando minimizar a existência de irregularidades envolvendo a compra dos imunizantes pelo governo federal. No dia 29 de junho, ao anunciar a suspensão do contrato, ele disse que “existem denúncias de uma possível irregularidade que não conseguiu ainda ser bem explicada pelo denunciante”. No mês passado, ao apresentar os resultados da auditoria chefiada por ele, o ministro mostrou apenas montagens em documentos que foram apresentados pela Precisa à Polícia Federal.
Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247