Araújo diz que existe "má vontade" contra o governo e que orientações da OMS não são obrigatórias

Chanceler Ernesto Araújo saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao afirmar que ele foi “mal interpretado” por se posicionar de forma favorável ao fim do isolamento social e que, as orientações da OMS, não são “mandatórias” e que cada país deve adotar as medidas que achar mais conveniente

O ministro das Relações Exteriores,Ernesto Araújo, participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país
O ministro das Relações Exteriores,Ernesto Araújo, participa de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


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247 - O chanceler Ernesto Araújo saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao afirmar que ele foi “mal interpretado” por se posicionar de forma favorável ao fim do isolamento social e que, segundo ele, resultarão em desemprego e em recessão econômica, e que as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), não são “mandatórias” e que cada país deve adotar as medidas que achar mais conveniente. 

“Ele [Bolsonaro]já vem dizendo desde o princípio que o objetivo é salvaguardar vidas e empregos. Ele tem uma atenção muito grande aos mais vulneráveis, aos trabalhadores informais, cujo sustento está em jogo, mas em nenhum momento ele descuidou do aspecto da saúde”, disse Araújo em entrevista ao jornal O Globo.

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“Mas, ao falar dos mais vulneráveis, do tema do desemprego, ao dar ênfase a isso quando ninguém mais estava falando, creio que ele foi interpretado como se estivesse menos preocupado com o aspecto da saúde, o que não é verdade”, completou. 

Ainda segundo o chanceler,a OMS é formada pelos seus países membros, e que as recomendações do seu secretariado, chefiado pelo diretor-geral (Tedros Adhanom Ghebreyesus), embora certamente relevantes, não são mandatórias”. “Nem acho que o próprio diretor-geral as apresente como sendo mandatórias, não pretende dizer aos países exatamente como devem ser as medidas de cada um. Seria impossível um órgão ter a capacidade de determinar as medidas para 200 países diferentes”, emendou.

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Araújo avaliou, ainda que existe uma “má-vontade” contra o governo Bolsonaro “por parte de certas correntes nos meios de comunicação principalmente na Europa, que se recusam a entender o que o Brasil hoje representa, um país profundamente democrático, onde o povo retomou seu papel como centro da vida política, um país onde se aliam os valores conservadores e os valores liberais, o patriotismo, a soberania”. 

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