Aras se aproxima de líderes evangélicos de olho em vaga para o STF
Procurador-geral da República costura lista de apoio de pastores, para ocupar a vaga no STF que Bolsonaro disse ter reservado para alguém "terrivelmente evangélico"
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Aliado de Jair Bolsonaro e afilhado de Flávio, o procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu a agenda para pastores de diferentes denominações.
Isso não significa que tenha se convertido, mas parte de um projeto para ser nomeado ministro do STF, na vaga de Marco Aurélio Mello, que completa 75 anos no dia 12 de julho deste ano e terá que se aposentar.
Segundo a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, "depois de mandar um recado ao presidente, sinalizando que espera reciprocidade no apoio dado a Bolsonaro, ele agora está focado em remover o principal obstáculo para ser o escolhido: o fato de não ser evangélico.”
Ao se reunir com pastores, ele estaria buscando apoio formal a seu nome. Para chegar à PGR, ele já havia se reunido com líderes evangélicos.
Aras, no entanto, deve manter-se católico, com sua fé sincrética.
Ele tem imagens de santos em sua casa e não esconde simpatia por religiões de matriz africana, pelo islamismo e até pelo hinduísmo.
Antes mesmo da nomeação de Kassio Nunes Marques para a vaga de Celso de Mello, no ano passado, Bolsonaro já havia dito que colocaria no STF alguém “terrivelmente evangélico”.
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