Aras nega ser omisso em relação a Bolsonaro, diz que segue a lei e não faz política

Procurador-geral da República diz que a instituição defende as urnas eletrônicas, se contrapondo a Bolsonaro. “A diferença que pode estar surpreendendo o jornalismo é um procurador que não aceita fazer política”

Posse do novo coordenador da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
Posse do novo coordenador da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Foto: LeonardoPrado/MPF)


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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, negou estar sendo omisso em relação aos ataques de Jair Bolsonaro à democracia e ao processo eleitoral e avalia estar sendo criticado apenas por quem estranha que um PGR siga a Constituição e as leis, e não aja como um ator político. 

“A diferença que pode estar surpreendendo o jornalismo é um procurador que não aceita fazer política, é um procurador que tem o compromisso de cumprir a Constituição e as leis”, declarou em entrevista à Folha de S.Paulo

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A respeito de opiniões sobre a integridade das urnas eletrônicas, ele se amparou em posicionamentos de colegas da instituição favoráveis à urna, afirmando representar a PGR como um todo. Porém, quando questionado sobre Bolsonaro não ter usado máscara e a Procuradoria negar que ele tenha cometido crime, Aras disse que quem assinou a posição foi um colega, que tem autonomia e “age e responde pelos seus atos”.

Questionado se não era uma contradição ter feito a defesa da liberdade de expressão quando se manifestou sobre o caso Roberto Jefferson e processado o professor de Direito e colunista da Folha Conrado Hubner por ter feito críticas a ele no jornal, respondeu: “Em hipótese alguma. Há uma diferença entre liberdade de expressão e crítica. Criticar e fundamentar a crítica”.

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Nesta quarta-feira (18), senadores apresentaram notícia-crime ao STF contra Aras por prevaricação. “O comportamento desidioso do Procurador-Geral da República fica evidente não só pelas suas omissões diante das arbitrariedades e crimes do presidente, mas também pelas suas ações que contribuíram para o enfraquecimento do regime democrático", argumentaram os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

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